Saiba em detalhes como anda a Indústria 4.0 no Brasil e no mundo

Indústria 4.0 no Brasil, Quarta Revolução Industrial ou Manufatura Avançada. Não importa qual o termo ou expressão você ouviu falar, o importante é entender como ela está impactando o mercado global, e quais as oportunidades e desafios para a indústria brasileira. Siga a leitura e bom aprendizado!

Tempo de leitura: 8 minutos
Fábricas estão incorporando novas tecnologias seguindo conceito de Indústria 4.0 no Brasil

A Indústria 4.0 é muito mais que um marco na evolução da produção industrial no mundo. É a grande virada para a transformação total na forma com que as coisas são feitas.

Ela veio para conectar homens, máquinas e sistemas e garantir muito mais inteligência e agilidade para a execução dos processos. Afinal, não são só robôs repetidores de operações que estão na linha de produção. Agora, essas máquinas pensam, entendem o que fazem, corrigem as próprias falhas e enviam relatórios para os gestores.

Essa nova revolução industrial está mexendo com os mercados internacionais. E, para você entender de que forma isso está acontecendo e como o Brasil está nesta competição global, criamos este conteúdo completo. Siga em frente! 

O que é Indústria 4.0? 

Indústria 4.0 é a terminologia utilizada para denominar a transformação que está sendo considerada a quarta revolução industrial. Ela envolve a inserção da conectividade em todos os processos industriais.

Pouco mais de 260 anos depois das máquinas a vapor terem transformado a forma como os produtos eram fabricados, estamos vivendo uma nova evolução da indústria.

Um momento em que homem, máquinas e sistemas trabalham juntos, conectados em redes inteligentes, através da integração de diferentes tipos de tecnologia da informação.

O conceito de Indústria 4.0 surgiu na Alemanha, em 2011, durante a feira de tecnologia Hannover Messe. Em 2016, a expressão ganhou mais notoriedade ainda no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

Essa fusão do mundo real com o virtual, por meio da internet, causa um impacto em todas as áreas das empresas. Pois, permite que muitos processos sejam automatizados e a planta fabril se torne mais ágil e produtiva. O que resulta no que podemos chamar de fábrica inteligente.

Nessa nova indústria, as máquinas operam sozinhas, comunicam-se entre si e aprendem com os próprios erros. Além de gerenciar e entregar dados valiosos enquanto mudam toda a rotina – do chão de fábrica à diretoria.

Às pessoas caberá o trabalho estratégico de gestão e controle, impulsionando importantes avanços no processo produtivo.

Conheça as principais tecnologias que integram a Indústria 4.0 no Brasil

Chamadas de pilares da indústria 4.0, conheça algumas tecnologias que estão ganhando cada vez mais espaço nas empresas:

  • Internet das Coisas (IoT);
  • Inteligência Artificial (IA);
  • Realidade Virtual (VR);
  • Realidade Aumentada (AR);
  • Big Data;
  • Computação em Nuvem;
  • Manufatura Aditiva (3D);
  • Cyber Segurança;
  • Integração de Sistemas;
  • Sistemas Cyber Físicos (CPS);
  • Machine Learning;
  • Biologia Sintética.

Diante de tantas opções, cabe a cada indústria analisar suas demandas para verificar as tecnologias que mais podem trazer benefícios para o seu sistema produtivo. 

Principais diferenciais da Indústria 4.0 

Através de dispositivos inteligentes e interconectados, essas tecnologias transformam a Indústria 4.0 em uma oportunidade para as empresas ganharem mais competitividade no mercado global.

Elas permitem que os processos aconteçam de forma mais ágil e segura, diminuindo consideravelmente as falhas humanas.

A incorporação dessas tecnologias no dia a dia industrial também resulta na padronização dos processos. Bem como no maior controle da qualidade em todos os setores, potencializando a eficiência da cadeia produtiva.

Essa qualidade acaba por refletir no valor agregado dos produtos, o que vai oportunizar maior sustentabilidade para essas empresas

Contexto da Indústria 4.0 no mundo 

A Indústria 4.0 representa uma nova era, que ainda está em transição no mundo todo. Estados Unidos, Alemanha, Israel e Coréia do Sul estão em processo mais avançado, mas, a maioria dos países ainda caminha a passos lentos.

Enquanto algoritmos poderosos analisam um imenso número de informações e dados, em uma velocidade nunca antes vista, países como Brasil esbarram em uma série de desafios, que impedem a implementação destas tecnologias.

Mesmo assim, segundo Fabio Fernandes, engenheiro de Aplicação da Bosch, “a Indústria 4.0 gera um impacto de US$ 50 bilhões a US$ 200 bilhões por ano, no mundo”.

Isso porque inúmeras novas empresas surgiram para desenvolver essas tecnologias. Afinal, eles vislumbram futuros investimentos da indústria que, mais dia, menos dia, precisará se atualizar para continuar competindo em seus mercados.

Essas empresas, muitas delas startups, receberam injeção de capital de grandes corporações e grupos internacionais que visualizaram, no desenvolvimento de novas tecnologias, a oportunidade de aumentar ainda mais sua rentabilidade.

Dessa forma, segundo o Índice Global de Inovação 2020, as 3 principais economias do mundo, em matéria de inovação (por grupo de renda) são:

  • Alta: Suíça, Suécia e Estados Unidos;
  • Média Alta: China, Malásia e Bulgária;
  • Média Baixa: Vietnã, Ucrânia e Índia;
  • Baixa: República Unida da Tanzânia, Ruanda e Nepal.

Considerando a América Latina e Caribe, países como Chile, México e Costa Rica ainda estão à frente do Brasil em termos de inovação

Cenário da Indústria 4.0 no Brasil 

Conforme mencionamos, a Indústria 4.0 no Brasil ainda caminha a passos bastante lentos. Apenas indústrias de grande porte, ou com atuação internacional, já adquiriram algumas dessas tecnologias que vem revolucionando as cadeias produtivas.

Em 2017, governo, empresas, federações, sindicatos e confederações se reuniram para formar o Grupo de Trabalho da Indústria 4.0. Sob o comando do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, o objetivo foi criar a Agenda Brasileira para a Indústria 4.0  (2017-2019).

O resultado foi o fortalecimento do ecossistema de inovação (startups), o crescimento das linhas de crédito para implementação de tecnologias e o aumento da confiabilidade dos empresários.

Essa Agenda também tinha como meta ajudar o Brasil a melhorar a sua posição no nível de industrialização global. Uma vez que ele passou do 10º país mais industrializado do mundo, em 2014, para o 16º lugar.

Outros objetivos da Agenda eram:

  • Aumentar a competitividade da indústria brasileira;
  • Impulsionar mudanças importantes na estrutura das cadeias produtivas;
  • Abrir novos mercados de trabalho;
  • Incentivar as fábricas do futuro;
  • Massificar as tecnologias digitais.

Reflexos da Pandemia

Com a pandemia de Coronavírus, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) caiu para 34,5 pontos (abril/20), fazendo com que muitas indústrias desacelerassem seus projetos de inovação.

Em 2021, a segunda onda de Covid-19 causou um desaquecimento da atividade industrial. Houve retração do faturamento, da massa salarial, do rendimento médio e da capacidade instalada, inclusive com o fechamento de muitas empresas.

Entretanto, já em abril/21, o ICEI subiu para 53,7 pontos, mostrando que o empresariado industrial brasileiro está voltando a ter confiança na economia do país. Sendo que, neste índice, quanto mais acima de 50 pontos, maior a confiança.

Com os incentivos governamentais e o otimismo dos empresários, o olhar para a Indústria 4.0 no Brasil tende a aumentar. De forma que, em breve, veremos mais indústrias aderindo à quarta revolução industrial. 

Conheça os principais desafios da Indústria 4.0 no Brasil

Segundo a CNI, o Brasil possui cerca de 700 mil indústrias. Destas, apenas 1,6% já aderiu à Indústria 4.0 – o que coloca o país na 69ª colocação no Índice Global de Inovação.

Essa estatística apenas demonstra a dificuldade atual de adaptação ao novo cenário, cujos principais desafios são:

  • Dificuldade de levantar recursos para investimento em equipamentos: Muitas empresas esperam a criação de políticas industriais que possibilitem financiamentos a longo prazo para investir;
  • Necessidade de mudanças no perfil dos profissionais: Essas tecnologias têm exigido uma formação multidisciplinar, em que a capacidade de adaptação, o senso de urgência para operar remoto 24 horas/dia e o bom relacionamento são pautas principais;
  • Criação de novas especialidades: Para atender essa demanda, tem surgido novos cursos técnicos, enquanto algumas graduações em engenharia, administração e tecnologia da informação estão passando por grandes transformações;
  • Desenvolvimento de novas competências: A indústria 4.0 no Brasil precisa de líderes preparados e seguros para as tomadas de decisões ágeis. Eles precisam, ainda, ter conhecimento sobre as últimas tecnologias e saber engajar as equipes nos processos de transformação digital;
  • Adaptação de processos: Deixar papéis, planilhas e formulários para trabalhar com sistemas de gestão é uma mudança cultural que leva tempo e precisa da conscientização dos profissionais do alto escalão ao chão de fábrica;
  • Desenvolvimento de fornecedores: Muitas tecnologias são desenvolvidas apenas por players internacionais, o que inviabiliza o investimento de algumas indústrias. Sendo assim, estas precisam apostar no desenvolvimento de fornecedores locais, o que leva tempo e consome recursos.
  • Regulação: Muitas empresas aguardam novos padrões de proteção industrial e adequação às normas internacionais para aderirem a Indústria 4.0. Uma das leis que tem impactado recentemente todas empresas no Brasil é a LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados, que regula a coleta e tratamento de dados pessoais.

7 passos para implementar as tecnologias da Indústria 4.0 no Brasil

A implementação das tecnologias da Indústria 4.0 deve passar por uma série de etapas para que seja efetiva e não apresente riscos. Afinal, mudanças no modo de produção e gestão impactam toda a organização.

Entre as principais etapas para implementação estão:

1 – Compreensão do conceito: Primeiramente, os gestores precisam compreender a Indústria 4.0, para o que veio e como poderá inserir essas tecnologias na sua indústria.

2 – Análise de status: Avalie onde sua indústria está no processo de digitalização e até onde pode ir, com uma visão do cenário real vs possível vs ideal.

3 – Verifique as demandas: Analise quais processos podem passar por uma automatização para a solução de gargalos.

Importante: não aja por pressão externa, pois os riscos aumentam. A autoavaliação é essencial para tomar decisões embasadas em necessidades reais.

4 – Pesquisa: Essa fase exige tempo e paciência. Um benchmarking pode ajudar. Mas, é preciso estar atento a fatores internos e externos, pesquisar fornecedores e descobrir quem e como esses parceiros podem contribuir na digitalização industrial.

5 – Investimento estratégico: Aqui, pode ser interessante verificar quais são os incentivos governamentais e as linhas de crédito para a adoção de novas tecnologias antes de abrir o caixa.

6 – Implementação e testes: Este é o momento de derrubar as resistências dos mais antigos na organização, resolver a questão da escassez de profissionais especializados, fazer o treinamento das equipes e, ainda, aprimorar as tecnologias de cibersegurança.

Por isso, os testes são muito importantes, para verificar dificuldades e encontrar soluções antes da implementação final.

7 – Meça resultados: Segundo Robert Kaplan e David Norton, autores da metodologia Balanced Scorecard (BSC): “O que não é medido, não é gerenciado”. Sendo assim, use indicadores, métricas e KPIs para analisar o quanto a nova tecnologia implementada está retornando sobre o investimento realizado. 

Quais as maiores oportunidades para a Indústria 4.0 avançar no Brasil 

Segundo o Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Máquinas e Equipamentos, em 9 de abril de 2021, foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) a Estratégia Brasileira de Inteligência Artificial, que vem impactando diretamente a digitalização da indústria.

Ela tem como objetivos:

  • Contribuir para a elaboração de princípios éticos para o desenvolvimento e uso de IA responsáveis;
  • Promover investimentos sustentados em pesquisa e desenvolvimento em IA;
  • Remover barreiras à inovação em IA;
  • Capacitar e formar profissionais para o ecossistema da IA;
  • Estimular a inovação e o desenvolvimento da IA brasileira em ambiente internacional;
  • Promover ambiente de cooperação entre os entes públicos e privados, a indústria e os centros de pesquisas para o desenvolvimento da Inteligência Artificial.”

Com o apoio gerado por essa estratégia, as indústrias poderão promover um salto no seu desenvolvimento e levar o país a um lugar mais privilegiado no Índice Global de Inovação.

Já dentro das indústrias, as maiores oportunidades são:

  • Integrar processos e tecnologias;
  • Oportunizar o surgimento e crescimento de startups;
  • Ampliar a produtividade;
  • Agregar mais qualidade ao produto final;
  • Cooperar com instituições de ensino voltadas à pesquisa, gerando ecossistemas de inovação;
  • Criação de novos modelos de negócios.

Dessa forma, investir em inovação para digitalização da indústria é a oportunidade que o Brasil precisa para se tornar mais competitivo e enfrentar os desafios da produtividade e comercialização em nível global.

Afinal, cada vez mais os consumidores não encontram fronteiras na hora de comprar produtos ou contratar serviços.

Checklist Online – Uma tecnologia alinhada à Indústria 4.0 no Brasil 

Mobilidade de equipamentos através da realidade aumentada, gerenciamento de ativos, sensores que captam informações e algoritmos que interpretam esses dados para disparar ações físicas. Estas são algumas aplicações das tecnologias que estão revolucionando a indústria e marcando essa quarta revolução industrial.

Mas, por trás e em conjunto com tudo isso, a tecnologia de checklist online garante que tudo isso funcione.

O checklist online padroniza processos, otimiza e automatiza atividades importantes como geração de indicadores e de relatórios, transformando a eficiência operacional de indústrias dos mais variados segmentos.

Como destaque no desenvolvimento dessa tecnologia está a Checklist Fácil. Uma empresa líder na América Latina no desenvolvimento de soluções para checklist digital.

Com o Checklist Fácil, a indústria vai descomplicar atividades, ganhar tempo em todos os processos de checagem, reunindo dados e informações precisas para a tomada de decisões mais assertivas. Sem falar da geração de excelentes resultados.

Hoje, indústrias como BRF, Unilever, Ambev, Toyota e Siemens já usam as soluções Checklist Fácil. Só falta a sua empresa. Agende uma demonstração gratuita e faça parte das indústrias que colocam a produtividade em um nível mais elevado.

Especialista na solução Checklist Fácil, procuro colocar em cada conteúdo minha experiência e conhecimento. Assim, ajudo as empresas e seus colaboradores a terem mais qualidade e eficiência no trabalho.
Luciana Silva

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