Confira as 5 dicas para implementar a segurança cibernética na sua empresa

Neste conteúdo sobre segurança cibernética, você vai entender por que esse assunto tem tirado o sono de tantos gestores e proprietários de empresas, e o que faz dessa área uma das mais importantes nas organizações atualmente. Confira!

Tempo de leitura: 13 minutos
Dicas para implementar a segurança cibernética na sua empresa

Cada vez mais, a segurança cibernética tem se tornado a maior dor de cabeça para gestores de empresas dos mais diversos portes.

Isso porque o crescimento exponencial do uso da internet para infinitos fins, inclusive para o trabalho remoto, tem colocado as organizações e seus dados confidenciais mais expostos à ação de cibercriminosos.

Para entender em detalhes como investir corretamente nesta área, confira no nosso conteúdo com mitos e verdades sobre o tema e mais 5 dicas úteis para aumentar a segurança cibernética no seu negócio.

O que é segurança cibernética? 

Segurança cibernética é a estratégia de ação que visa proteger empresas, pessoas e dispositivos eletrônicos de fraudes e roubos por meio da internet.

Com o aumento do trabalho remoto e da acelerada digitalização de processos e empresas, os números de ataques cibernéticos dispararam, aumentando também a preocupação dos gestores das mais diversas organizações.

Esses ataques se beneficiam da fragilidade dos sistemas de segurança e da ingenuidade das pessoas para roubar dados preciosos, pedir resgate em troca, ou usar os dados para transações financeiras, como a simples clonagem de cartões de crédito.

Dessa forma, a segurança cibernética tem objetivo de inibir este tipo de ação, assegurando a manutenção da confidencialidade dos dados, a sua integridade e disponibilidade, deixando empresas mais tranquilas e seguras para que se dediquem apenas às suas atividades-fim.

Conheça as principais diretrizes da segurança cibernética

Para que a segurança cibernética cumpra sua função de preservar os dados de uma organização, esta deve adotar medidas protetivas, que devem ser conhecidas por todos os colaboradores e, ainda, fazer parte da Política de Segurança corporativa.

Veja as principais diretrizes:

Proteção da IoT

Quem nunca assistiu a um filme em que robôs assumem o controle de si mesmos e decidem acabar com os seres humanos? Esse roteiro está presente em muitas obras de ficção científica.

Para evitar que qualquer coisa meramente semelhante aconteça na realidade, as equipes de segurança cibernética desenvolvem trabalhos complexos em cima da segurança.

Sua rotina é prever qualquer tipo de ataque a sistemas e softwares que comandam as máquinas, seja um supercomputador ou um robô aspirador de pó.

Criptografia

Projetada para oferecer maior segurança no arquivamento e na transferência de dados e informações, a criptografia transforma textos e imagens em códigos, que só serão decodificados pelo usuário, com login e senha.

Assim, fica praticamente impossível pessoas não autorizadas compreenderem a mensagem ou utilizá-la.

O WhatsApp é um exemplo claro de criptografia. A plataforma afirma, em sua política de privacidade, que tudo o que circula através de sua tecnologia é criptografado.

Antivírus

Todas as máquinas de uma organização devem ter instalados sistemas antivírus originais, com o objetivo de bloquear malwares que tentam invadir os aparelhos.

Junto com estes aplicativos, é essencial uma boa gestão de TI (Tecnologia da Informação), de forma que todos os sistemas e programas utilizados sejam originais e atualizados constantemente.

É importante ainda que todos os colaboradores sejam devidamente orientados a não instalarem programas que ofereçam qualquer tipo de risco nos computadores empresariais ou aplicativos nos smartphones da empresa, sem autorização prévia. 

Além disso, é fundamental que todos estejam cientes dos riscos em abrir e-mails suspeitos e clicar em links aleatórios.

Por fim, mas não menos importante, também é crucial orientar a equipe a não acessar sites que não digam respeito a seu trabalho, a partir dos computadores fornecidos pela empresa.

VPN – Virtual Private Network

Visando maior segurança para o acesso a informações sigilosas, o VPN ou Rede Privada Virtual (em português) criptografa os dados, criando uma rede de comunicação privada sobre outra pública, funcionando como uma espécie de túnel seguro e isolado dos demais dados que circulam na internet.

Backup

Para fugir de invasores e sequestradores de dados, o ideal é que as empresas mantenham backups constantes de suas informações em servidores nas nuvens ou, então, em HD’s externos, que não fiquem expostos à internet o tempo todo.

Dessa forma, em caso de perdas de dados, o prejuízo não será definitivo. 

Principais ameaças que a segurança cibernética previne?

A segurança cibernética objetiva prevenir uma série de ameaças virtuais. Entre as principais estão:

Spywares

Sistema espião dedicado a roubar senhas bancárias e dados de cartão de crédito, esse tipo de ataque cibernético se esconde em softwares piratas ou outra espécie de download como de filmes, vídeos e músicas.

Funciona em segundo plano no computador do usuário, passa despercebido na maioria das vezes. 

Sua função é coletar dados e abrir “portas” para os hackers.

Vírus

É uma espécie de sistema programado para infectar os computadores, tanto de forma isolada como redes inteiras.

Após instalados, roubam dados importantes, corrompem arquivos e, até mesmo, enviam spams do e-mail do usuário infectado para os seus contatos, visando aumentar sua área de ação.

Esse tipo de ataque pode controlar todo o computador ou, até mesmo, uma rede inteira de máquinas.

Ransomware

Sabe aquele tipo de “vírus” que invade um sistema, rouba dados e pede resgate em troca para devolver? Sim, esse sequestrador é chamado de ransomware.

Esse tipo de ataque cibernético está se tornando cada vez mais comum em grandes empresas e até em órgãos públicos, sendo que seus autores geralmente solicitam o pagamento do resgate em criptomoedas.

Adware

Esse tipo de malware tem esse nome porque costuma se esconder em anúncios e propagandas para conseguir o clique dos usuários. Por isso, o prefixo ad, que significa “anúncio” em inglês.

Normalmente, os adwares são encontrados em sites e DVDs piratas de filmes.

Assim, quando surge a solicitação de instalação de programas para executar determinado filme, fique atento! Ao confirmar a execução, o Adware invade o computador e rouba seus dados. 

Worms

Chegam na caixa de entrada dos e-mails, escondidos em anexos. Para disparar sua ação, não é necessário que o usuário clique em nenhum link. Basta abrir o e-mail e pronto, seu computador está infectado. Eles se instalam no gadget.

Por isso, é fundamental não abrir emails suspeitos e direcioná-los diretamente para a caixa de Spam do seu provedor de emails. Dessa forma você evita o risco e garante que novos emails daquele remetente não cheguem novamente na sua caixa de entrada.

Cavalo de Troia

O malware conhecido como Cavalo de Troia (Trojan Horse) se esconde em softwares aparentemente originais.

Ele não se espalha por outros arquivos ou máquinas, fica disfarçado no sistema, roubando dados e abrindo portas nos sistemas de segurança.

Em alguns casos, ele passa a controlar a máquina, bloqueando totalmente o acesso do proprietário ou usuário.

Qual a diferença entre segurança cibernética e segurança da informação?

É muito importante entender que a segurança cibernética é apenas um dos ramos da segurança da informação.

Enquanto a segurança cibernética está focada na prevenção e proteção de máquinas, arquivos, dados e informações que possam ser violados a partir da internet, a segurança da informação é mais ampla e objetiva mitigar as vulnerabilidades de todos os tipos de informações, inclusive físicas.

Para isso, conta com tecnologias de controle de acesso de pessoas a estoques, arquivos, sistemas, entre outros. 

Por que as empresas estão cada vez mais preocupadas com a segurança cibernética?

Com a digitalização de processos crescendo em nível exponencial, a partir da pandemia de Covid-19, as empresas ficaram muito mais expostas a ataques cibernéticos.

Segundo relatório da Chainalysis, plataforma inglesa que acompanha os dados de uso de criptomoedas em negócios de crime, só em 2020 o sequestro de dados aumentou em 311%, e cerca de 350 milhões de dólares foram pagos aos hackers.

Este tipo de ataque acende o alerta para as empresas, já que, as que não conseguem pagar esses resgates acabam vendo seus dados confidenciais expostos na internet, o que gera uma bela dor de cabeça.

Entretanto, não apenas as empresas privadas sofrem com ataques cibernéticos. Instituições públicas também não ficaram de fora dessas fraudes.

O Ministério da Saúde e o Superior Tribunal de Justiça tiveram seus sistemas invadidos no início de novembro de 2020.

De acordo com especialistas, o trabalho remoto é responsável por deixar redes e sistemas mais vulneráveis a ataques cibernéticos.

Diante deste cenário, em pesquisa realizada pela KPMG, “61% dos CEO’s sul-americanos consultados pretendem investir na compra de tecnologias e na digitalização, preparando suas empresas para o futuro”.

Mas, para estar preparado, é necessário encontrar o equilíbrio entre tecnologias preventivas, processos, treinamento de pessoal e governança organizacional, para mitigar os riscos e tranquilizar gestores e acionistas.

Então, confira a seguir um pouco sobre a legislação brasileira sobre o tema.

Que leis abordam a segurança cibernética no Brasil?

Recentemente foram criadas novas leis que visam aumentar a segurança cibernética em território nacional.

Mesmo assim, pelo Índice Global de Cibersegurança da ONU, o Brasil estava na posição 70 em 2021, atrás inclusive de países menos desenvolvidos como Nigéria e Cazaquistão.

Essa posição “mede o nível de comprometimento dos países com a segurança cibernética. Esse comprometimento acontece por meio de políticas públicas e ações estratégicas”.

A pesquisa da ONU acontece anualmente e, em 2017, o Brasil estava na posição 38 deste ranking.

Em fevereiro de 2020, foi assinado pelo então presidente Jair Bolsonaro, o decreto que estabeleceu a Estratégia Nacional de Segurança Cibernética (E-Cyber), que será implementada no país até 2023.

Os 3 objetivos estratégicos dela são:

  • Tornar o Brasil mais próspero e confiável no ambiente digital;
  • Aumentar a resiliência brasileira às ameaças cibernéticas;
  • Fortalecer a atuação brasileira em segurança cibernética no cenário internacional.

Para tornar isso realidade, o governo editou o Regulamento de Segurança Cibernética Aplicada ao Setor de Telecomunicações e o Ato de Requisitos de Segurança Cibernética para Equipamentos para Telecomunicações.

Entretanto, no âmbito empresarial, as leis que mais impactam o dia a dia dos processos digitais são o Marco Civil da Internet (Lei 12.925/2014) e a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais – LGPD (Lei 13.709/2018).

Marco Civil da Internet

No seu Art. 1º, o Marco Civil explica a que veio, estabelecendo “princípios, garantias, direitos e deveres para uso da internet no Brasil e determina as diretrizes para atuação da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios em relação à matéria”.

E ainda, regula o uso da internet no país tendo como base o respeito à liberdade de expressão, e mais:

“I – o reconhecimento da escala mundial da rede;

II – os direitos humanos, o desenvolvimento da personalidade e o exercício da cidadania em meios digitais;

III – a pluralidade e a diversidade;

IV – a abertura e a colaboração;

V – a livre iniciativa, a livre concorrência e a defesa do consumidor; e

VI – a finalidade social da rede.”

Lei Geral de Proteção de Dados – LGPD

Promulgada em 2018, pelo então presidente Michel Temer, as empresas tiveram praticamente 2 anos para se adequarem à LGPD, que entrou oficialmente em vigor em setembro de 2020.

Mas, em função da pandemia mundial do Coronavírus, sua sanção ocorreu somente em agosto de 2021.

A LGPD estabelece uma série de questões que devem ser observadas pelas empresas, no que diz respeito à captação e o uso dos dados dos usuários. 

Além disso, a lei ainda define 10 princípios básicos para nortear as atividades de tratamento de dados pessoais.

Esses princípios são:

  • Finalidade;
  • Adequação;
  • Necessidade;
  • Livre acesso;
  • Qualidade de dados;
  • Transparência;
  • Segurança;
  • Prevenção;
  • Não discriminação;
  • Responsabilização e Prestação de contas.

Isso quer dizer que as empresas precisam ter muito mais cuidados com a coleta de dados, que precisa ser justificada ou consentida. Além do mais, é fundamental tomar cuidado com o tratamento destes dados, o que inclui a questão de acesso e armazenamento.

Em caso de vazamento de dados pessoais comprovado, a empresa estará à mercê das sanções previstas na lei, que vão desde a aplicação de advertências a multas simples ou diárias de até 2% do faturamento da empresa (limitada a R$ 50.000.000,00) por infração, entre outras penalidades. 

Ainda nas leis que tratam esse assunto, pode-se citar a Lei 14.155/2021, sancionada em maio/21, que prevê penas mais duras para crimes cibernéticos como: fraude, furto e estelionato praticados com o uso de dispositivos eletrônicos como celulares, computadores e tablets.

Veja agora 5 mitos e 5 verdades sobre segurança cibernética

Em função do assunto segurança cibernética ser extremamente técnico e envolver profissionais especializados e tecnologias diferenciadas, vivenciamos no mercado uma série de mitos sobre o assunto.

Confira os 5 principais mitos:

1 – A TI é a única responsável pela segurança cibernética

Já que o setor de Tecnologia da Informação (TI) é o responsável por cuidar de máquinas, softwares e redes das empresas, pode passar a falsa sensação de que os cuidados com a cibersegurança devem ficar só a cargo desses profissionais. Mas, isso é um equívoco.

A empresa precisa ter especialistas em segurança da informação (internos ou terceirizados), investir em tecnologias e treinar todo o seu pessoal para ter consciência dos cuidados básicos para maior segurança cibernética.

2 – Só antivírus e sistemas resolvem

Claro que a tecnologia é fundamental, mas só ela não basta. As pessoas, muitas vezes, são o grande ponto fraco das organizações.

Segundo dados da McAfee, fornecedor de sistemas de antivírus, só em 2016, 43% das perdas de dados aconteceram por falhas humanas.

3 – Estar em compliance é estar seguro

Algumas empresas acreditam que investir em estar em conformidade com as leis significa garantir segurança. Mas, isto está longe de ser verdade.

Afinal, ter políticas, procedimentos operacionais padrão e boas práticas não bastam.

Como visto, é preciso investir em tecnologias, processos e treinamento de pessoal para garantir maior segurança. 

4 – Apenas empresas que têm dados sigilosos devem se preocupar

Não, isto não é real! Essas empresas até podem ser os alvos preferidos dos invasores e ladrões de dados, mas não são as únicas.

Qualquer pessoa ou empresa está à mercê do sequestro de dados e das invasões de vírus

É preciso estar 100% alerta o tempo todo para não ser vítima desde a clonagem de cartões de crédito até o roubo de senhas de contas bancárias com valores vultosos.

5 – É possível terceirizar totalmente a segurança cibernética

Mais um mito derrubado pela necessidade de criação de uma cultura e uma consciência dos colaboradores, já que os worms podem invadir um sistema a partir de um simples clique de abertura de um e-mail.

Ou seja, contratar especialistas terceirizados é só um passo para a segurança cibernética, já que eles podem sugerir tecnologias e implantar processos específicos para garantir maior segurança digital. 

Deu pra entender um pouco dos mitos que envolvem a segurança cibernética? Pois bem! Para cada mito, também existe uma verdade contundente. Confira:

1 – É necessária uma cultura organizacional de segurança cibernética

Conforme comentado, não é apenas a equipe de TI e de segurança da informação as responsáveis pela segurança digital das empresas.

Cada colaborador que tem acesso aos sistemas das organizações precisa estar muito bem treinado para não deixar a empresa vulnerável com um simples clique.

O setor de RH é muito importante neste processo, já que é o encarregado das contratações e, sem querer, pode abrir as portas físicas da organização a pessoas mal intencionadas.

Por isso, todos dentro da empresa precisam estar alinhados às boas práticas de segurança digital no dia a dia.

2 – A tecnologia é só uma parte da prevenção

Contar só com a tecnologia para prevenir ciberataques não é uma decisão inteligente.

É preciso aliar aos sistemas de antivírus e firewall, por exemplo, uma série de outras estratégias de prevenção, visando criar elementos de segurança cibernética mais inteligentes.

Uma boa saída é criar níveis de acesso às informações, deixando os dados mais sensíveis somente ao acesso da alta gerência e diretoria.

O controle de acesso aos dados deve ser criptografado, com login e senhas únicos, com acesso rastreado e monitorado.

Outra tecnologia que auxilia nos processos de manutenção das tecnologias de segurança cibernética é um checklist online. Ele permite a criação e aplicação de planos de ação e a emissão de relatórios e históricos, registrando dados precisos para a equipe de gestão da segurança cibernética.

E, mais uma vez, as pessoas devem estar focadas e conscientes dos cuidados que devem ter e das responsabilidades que possuem.

É importante lembrar, os sistemas devem ser atualizados constantemente, com objetivo de criar maiores dificuldades para os criminosos. Essas atualizações devem fazer parte dos processos internos de manutenção preventiva, e estejam no checklist dos gestores de TI e segurança da informação.

3 – Compliance é um passo para a segurança

Estar em conformidade com a legislação é só um degrau na escalada para a segurança cibernética.

As leis ajudam a organizar, de certa forma, os processos de acesso ao tratamento de dados, mas é preciso estar um passo à frente.

Todo acesso, coleta e tratamento de dados deve ser pensado, prioritariamente, dentro de diretrizes rígidas, o que na área de segurança da informação é conhecido como “privacy by design” que, numa tradução literal, seria “privacidade desde o projeto”.

Assim, a conformidade é apenas um passo básico, que vai evitar advertências e multas caso haja um vazamento de dados. 

4 – Todos estão vulneráveis

De um simples smartphone a supercomputadores, todos estão suscetíveis a invasões de hackers. E é justamente aí que está o grande perigo.

Um celular de um CEO que seja invadido pode ser a porta de entrada para que os cibercriminosos acessem servidores e sequestrem dados importantes das empresas.

Assim, seja uma pequena empresa ou uma grande corporação, todos devem estar muito alertas para não cair nesse tipo de fraude. 

5 – A empresa é 100% responsável pelos dados que possui 

A organização controladora dos dados é sempre a responsável pela segurança da informação que coleta e armazena, mesmo que terceirize a operação a agentes digitais ou especialistas em segurança.

Isso quer dizer que, mesmo que um funcionário de uma operadora deixe vazar os dados pessoais da empresa controladora, ela, contratante do serviço, será responsabilizada judicialmente, e terá que responder pelo prejuízo causado.

Dicas práticas para aumentar a segurança cibernética

Diante da vulnerabilidade da maioria das organizações, agir para prevenir é sempre o melhor remédio.

Por isso, para ajudar você nesse processo, elaboramos algumas dicas para aumentar a cibersegurança da sua empresa.

Confira: 

1 – Planejamento é sempre o primeiro passo

Todo o processo empresarial deve partir de um planejamento, e a segurança cibernética não é diferente.

Antes de qualquer ação ou investimento, é importante levantar todos os tipos de dados que a empresa possui, suas portas de entrada, quem e como essas pessoas têm acesso, como e onde são armazenados e quais os maiores riscos a empresa está exposta.

Elaborar um Relatório de Impacto de Proteção de Dados (RIPD) é uma boa forma de ter tudo isso registrado e em mãos.

2 – Elaboração de Políticas de Segurança

Com o RIPD pronto, fica mais fácil elaborar as Políticas de Segurança. Para isso, consultar a ISO/IEC 17799:2005 é uma ótima saída, já que as normas fornecerão as melhores diretrizes de segurança da informação.

3 – Invista em tecnologias de segurança

Algumas tecnologias são essenciais nas empresas hoje, para um mínimo de segurança cibernética. 

Entenda por quê:

  • Firewall – visa proteger a rede de ataques externos, bloqueando IPs desconhecidos de acessarem as redes;
  • IDS/IPS – complementam a função do Firewall. O IDS rastreia qualquer tipo de anormalidade na rede, como downloads sucessivos, por exemplo. Aí, entra o IPS que bloqueia os IPs que estão causando este evento;
  • Webfilter – é um tipo de tecnologia que ajuda a criar níveis de acesso dos usuários, porque, afinal, nem sempre o perigo vem de fora. Ele libera dados aos usuários conforme programação, necessidade e responsabilidades. Esta tecnologia também pode bloquear determinados sites de serem acessados nas máquinas da empresa;
  • VPN – nada mais é que uma espécie de “rede de internet privada”, um túnel em que só entram e circulam dados de pessoas autorizadas;
  • Voucher – é uma forma de controle de acesso a redes privadas, como o VPN.
    Ele possibilita o controle e monitoramento de usuários que entram na rede para reuniões ou têm permissão para usar o Wi-Fi da empresa;
  • Antivírus – como o nome já diz, esses programas visam barrar a entrada de vírus e trojans nas máquinas. São softwares que evitam que malwares invadam os sistemas, mas precisam ser instalados de máquina em máquina, e serem atualizados constantemente.;
  • Backup – processos de backup ativo são essenciais para assegurar maior tranquilidade. Cópias de todos os arquivos e dados da empresa num HD seguro ou em servidores nas nuvens pode ser a salvação em caso de um ransomware invadir seu sistema;
  • Checklist online – uma tecnologia de checklist online pode ajudar a organização a criar planos de ação para casos de vazamento de dados ou de infecção por vírus.
    E mais, eles ajudam a programar as manutenções e atualizações dos sistemas, para não esquecer e deixar “portas” abertas para malwares.

4 – Manual de Boas Práticas e Termo de Confidencialidade

Esses dois itens são de extrema importância para as empresas, principalmente as que trabalham com coleta e tratamento de dados pessoais.

Não apenas para estarem em conformidade com a LGPD, mas também para a conscientização do público interno.

O engajamento dos colaboradores nos cuidados para manter a segurança é primordial. Pois, como vimos, as pessoas podem ser as grandes impulsionadoras de ciberataques.

5 – Plano de Ação

Como ninguém está livre de ataques cibercriminosos, ter um plano de ação é fundamental.

Para isso, conte com profissionais de segurança da informação para elaborar em detalhes quais ações serão tomadas caso necessário.

A LGPD exige que as organizações tenham um DPO (Data Protection Officer) que é o profissional ou empresa terceirizada responsável por agir em caso de verificação de um vazamento de dados. Esse encarregado da segurança deve comunicar à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) assim que o evento for confirmado.

Para elaborar os planos de ação mais completos, a ferramenta Checklist Fácil oferece a tecnologia certa, ideal para detectar riscos, garantir o cumprimento de normas e leis, assegurar a correta execução de auditorias e permitir o armazenamento seguro de dados.

Sim, o Checklist Fácil está em compliance com as leis de segurança cibernética e pode ajudar sua empresa, oferecendo tranquilidade, agilidade e, é claro, a salvaguarda dos seus dados.

Para entender em detalhes o quanto o Checklist Fácil pode ajudar sua empresa nesse assunto, solicite uma demonstração gratuita!

Especialista em Produto em Checklist Fácil
Especialista na solução Checklist Fácil, procuro colocar em cada conteúdo minha experiência e conhecimento. Assim, ajudo as empresas e seus colaboradores a terem mais qualidade e eficiência no trabalho.
Luciana Silva

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