Como eliminar gargalos na operação analisando indicadores de produção?

Monitorar os indicadores de produção certos ajuda a garantir a eficiência operacional do negócio. Veja quais os principais indicadores para evitar gargalos!
Atualizado em: 9 de julho de 2024
Tempo de leitura: 9 minutos

Para garantir a eficiência operacional, a redução de custos e a qualidade nas entregas dos produtos, é crucial realizar o monitoramento constante dos indicadores de produção.

Ao acompanhar esses indicadores essenciais para o negócio, a gestão melhora e torna suas decisões mais assertivas. Isso ocorre porque os indicadores de produção têm o potencial de otimizar os fluxos de trabalho e o controle dos processos.

Se você deseja aprender como acompanhar o fluxo de trabalho utilizando os indicadores de produção industrial mais relevantes, continue lendo!

O que são indicadores de produção?

Os indicadores de produção são métricas usadas para medir de forma qualitativa e quantitativa os processos industriais de forma geral. Por exemplo, quantidade de produtos gerados por hora, uso de insumos e outros.



Para mais esclarecimentos sobre o tratamento de seus dados pessoais, leia nosso Aviso de Privacidade.

Acompanhar esse tipo de métrica é importante para as fábricas que desejam aumentar a eficiência de suas operações, direcionando melhor os recursos e reduzindo os desperdícios e erros.

Os KPIs de produção indicam se o desempenho está dentro do esperado e se as metas estão sendo cumpridas. Esses dados permitem aos gestores resolver falhas no processo produtivo e aumentar a agilidade das operações.

A partir da análise dos indicadores de produção é possível conhecer os pontos fortes e fracos da empresa e identificar os gargalos na operação, ou seja, problemas que impedem ou interrompem o fluxo produtivo.

Como funcionam os indicadores de desempenho industrial?

Os indicadores mostram a performance das tarefas e se o negócio está perto ou longe de alcançar os objetivos traçados no planejamento.

Por isso, é importante criar metas alcançáveis, realistas e usar ferramentas eficazes para acompanhar os indicadores e coletar os dados corretamente e evitar erros na interpretação.

Cada empresa escolhe os indicadores que mais se alinham à sua realidade. E, para isso, é importante realizar o mapeamento de processos para definir o fluxo de trabalho dentro da empresa. Com isso, é possível identificar os gargalos e estabelecer indicadores importantes para acompanhar o desempenho do processo produtivo.

Quais gargalos podem ser identificados na produção?

Os gargalos de produção podem ter diferentes origens e é preciso ficar atento para evitar falhas. Alguns dos principais gargalos no processo produtivo são:

  • Falta de matéria-prima: acontece quando a indústria não tem determinado insumo ou a quantidade não é suficiente para a produção. O ideal é melhorar a gestão de compras e planejar as entradas e saídas de materiais;
  • Matéria-prima fora da validade: quando os materiais não são usados na ordem em que entram, eles acabam ficando fora do prazo de validade. O ideal é mudar o padrão de uso dos produtos para garantir a rotatividade;
  • Adequação da capacidade produtiva à demanda: isso acontece pela falta de controle dos processos produtivos. Para evitar esse erro, o gestor precisa usar um sistema para avaliar a verdadeira capacidade do processo produtivo, se a velocidade de produção está adequada e como estão as demandas;
  • Problemas com o fornecedor: aqui podemos citar atrasos na entrega dos insumos pelo fornecedor ou entrega na quantidade errada. O ideal é fazer uma boa escolha de fornecedores e manter uma boa relação para reduzir a chance de problemas;
  • Parada de máquina: isso prejudica o resultado da produção. Para evitar esse gargalo, é importante monitorar os equipamentos e fazer as manutenções corretas.

Com os indicadores de produção corretos, é possível identificar os gargalos e otimizar o processo produtivo. Além disso, os indicadores ajudam os gestores a anteciparem os problemas e a fazer um planejamento adequado.

Como identificar as causas dos gargalos na produção?

Para identificar não conformidades ou gargalos no processo produtivo, é possível usar algumas ferramentas de gestão da qualidade, como os 5 porquês e o Diagrama de Ishikawa. Ambas estão ligadas à melhoria contínua e a gestão da qualidade total.

A metodologia dos 5 porquês pode ser usada para problemas simples e para tarefas mais complexas. Ela consiste em perguntas 5 vezes ou mais sobre o porquê de um problema ter ocorrido, buscando encontrar a causa raiz de um problema.

5 porques

O Diagrama de Ishikawa, também conhecido como Diagrama de Causa e Efeito ou Espinha de Peixe, é uma segunda ferramenta que pode ser usada para encontrar a causa de um problema. Ele é dividido em 6 categorias mais comuns, que serão investigadas para encontrar a causa específica:

  • Método;
  • Mão de obra;
  • Máquina;
  • Material;
  • Medição;
  • Meio ambiente.

Diagrama de Ishikawa

As duas ferramentas podem ser usadas juntas. O Diagrama de Ishikawa deve ser usado antes, para listar os fatores que contribuíram para o surgimento do problema. Em seguida, é aplicado os 5 porquês levando em conta as respostas obtidas pelo Diagrama de Causa e Efeito.

Quais impactos os indicadores permitem identificar?

Como vimos, existem vários gargalos no processo produtivo, cujas consequências podem afetar diferentes áreas da empresa. Isso ocorre porque a linha produtiva é a base para a movimentação de outros setores.

Entre os principais impactos na produção, podemos citar:

  • Diminuição da qualidade do produto, pois esses erros prejudicam a padronização;
  • Produtividade baixa, pois as equipes ficam inativas até que a solução seja encontrada;
  • Falhas no planejamento, uma vez que os gestores não conseguem prever corretamente a produção em determinado período;
  • Conflitos internos;
  • Perda do prazo de validade do estoque;
  • Atraso nas entregas;
  • Redução dos lucros;
  • Insatisfação dos clientes.

Essas complicações demonstram a importância de coletar corretamente os dados para realizar o monitoramento eficiente de processos. Afinal, as métricas auxiliam na correção de rotas e na mitigação dos impactos causados pelos gargalos de produção.

Por exemplo, existem indicadores capazes de prever a produtividade dos colaboradores, permitindo comparações entre departamentos e equipes. Isso ajuda os gestores a compreender o cenário e identificar possíveis desmotivações e quedas na produtividade. Assim, é possível tomar medidas corretivas, como implementar um programa de benefícios para motivar a equipe.

Qual a importância dos indicadores de produção?

Ao analisar as principais KPIs no contexto produtivo, os gestores podem orientar a cadeia produtiva para melhorar a eficiência.

Por isso, na elaboração e aplicação das KPIs, os objetivos devem estar alinhados com o segmento da empresa e com as exigências do mercado. Dessa forma, a empresa se posiciona de forma competitiva e atende as necessidades dos consumidores.

Além disso, boas KPIs entregam dados confiáveis, que podem ser medidos e são fáceis de entender. Elas ajudam os gestores a conduzir melhor as operações e servem para diagnosticar problemas.

Os indicadores de produção fornecem informações valiosas que podem evidenciar os gargalos operacionais, ajudando os líderes a encontrar as melhores soluções e tomar decisões alinhadas com o objetivo da empresa.

BAIXE GRÁTIS | Kit Estratégico para Indústrias

Quais são os tipos de indicadores de produção?

Cada segmento de indústria escolhe os seus indicadores específicos, além disso, KPIs próprios podem ser criados. Entre as principais métricas, estão:

1. Tempo Médio entre Falhas

Também conhecido como Mean Time Between Failures (MTBF), esse KPI indica o tempo médio entre duas falhas. Em termos simples, é uma métrica que mostra o período em que um equipamento funciona sem intervalos.

Esse é um dos indicadores mais eficazes para prever a frequência das falhas, otimizar a manutenção preventiva e estimar quando um equipamento deverá ser substituído.

2. Tempo Médio a Reparar 

O Tempo Médio a Reparar, ou Mean Time To Repair (MTTR), calcula o tempo aproximado que leva para que um equipamento falhado seja reparado, incluindo as fases de diagnóstico e teste.

É uma métrica que auxilia a gestão a medir o tempo que os técnicos levam para consertar uma determinada máquina e examinar porque algumas reparações levam mais tempo que outras.

Dessa forma, é possível mensurar a competência do setor operacional ao corrigir falhas, além de ajudar a identificar reparações frequentes.

3. Tempo de inatividade

Esse KPI representa o período em que uma máquina passou sem produzir, ou seja, que ficou inativa. Essa métrica auxilia a indústria a perceber se o dinheiro está sendo perdido pelas interrupções sucessivas, por falhas ou pelo investimento desnecessário em um maquinário.

Esse indicador também pode ajudar nas decisões sobre novas aquisições. Por exemplo, se o indicador está elevado devido às quebras, significa que é melhor substituir o maquinário. Mas se está alto porque a máquina passa muito tempo desligada, outra compra é desnecessária.

4. Overall Equipment Effectiveness (OEE)

Também conhecido como Eficiência Global do Equipamento, esse KPI compara a capacidade de produção que um equipamento possui com o que ele realmente está entregando.  Permite avaliar a eficiência operacional e entender quanto tempo é realmente gasto na produção.

A partir desse indicador é possível monitorar a operação, reduzir falhas e desperdícios de insumos, aumentar os níveis de qualidade da fabricação e usar o tempo de forma inteligente.

5. Overall Labor Effectiveness (OLE)

A Eficiência Global da Mão de Obra é um indicador que avalia a junção de três fatores de produtividade importantes:

  • Disponibilidade: considera o total de tempo trabalhado pelo colaborador em relação a sua produção. Esse período inclui a hora de chegada, saída e intervalos programados ou não;
  • Desempenho: considera a quantidade de peças que o colaborador produziu em relação ao previsto. Além disso, avalia as variações, por exemplo, se ele começou com o desempenho baixo e foi aumentando ao longo do dia;
  • Qualidade: mostra a qualidade das peças produzidas. Avalia a quantidade produzida que está sendo aproveitada e o número de retrabalhos.

6. On Time In Full (OTIF)

É uma sigla formada por dois fatores: 

  • On Time (no prazo): mostra se o produto foi entregue para o cliente dentro do prazo estipulado no momento da compra;
  • In Full (completo): avalia se o produto correspondeu ao que o cliente esperava e se foi entregue sem nenhum problema, como peças quebradas ou faltando. Além disso, as características como qualidade, quantidade e dimensão também são avaliadas.

Quanto mais próximo esse indicador estiver dos 100%, maior será a satisfação do seu cliente. Além disso, ele também permite encontrar falhas, fazer melhorias, reduzir custos de devoluções e melhorar a qualidade das entregas aos clientes.

7. CMF (Custo de Manutenção sobre Faturamento)

O CFM mostra a proporção entre os custos de manutenção em relação ao faturamento total de uma empresa. É uma métrica que permite gerenciar os custos com manutenção em relação à receita total da empresa.

Com ele é possível identificar ineficiências nos processos de reparo. Assim, é possível saber o momento certo de substituir o equipamento em vez de fazer um conserto.

Por exemplo, um CMF alto indica que os processos de reparo não estão sendo eficientes, sugerindo que é preciso reduzir os custos. Ele também pode mostrar que o melhor caminho é fazer a manutenção preventiva para reduzir custos.

8. CPMV (Custo de Manutenção sobre Valor de Reposição)

O CPMV mostra o percentual do custo total de manutenção do equipamento e seu valor de compra. Dessa forma, os gestores podem calcular o quanto foi gasto com reparo dos ativos que estão sendo geridos.

Com o passar do tempo e das deficiências produtivas, é importante avaliar se os ativos precisam de reparo ou substituição. Sempre que os custos chegam a 20% do montante do ativo de reposição, isso significa alto custo de manutenção. E a melhor opção é comprar um ativo novo para operação a cada cinco anos.

Um CPMV ideal fica em torno de 3% ou menos. E quando está acima de 5%, isso mostra que os ativos são caros para manter e representam:

  • Rotinas industriais inadequadas;
  • Planos de reparos ineficazes;
  • Produtos com gastos fora do padrão competitivo.

9. Custo de Qualidade (COQ)

O Custo de Qualidade se refere aos gastos relacionados à garantia da qualidade durante o processo produtivo. É um indicador que traz dados essenciais para tomada de decisões assertivas, permite a redução de custos e melhoria contínua da qualidade. Os custos podem ser divididos em duas categorias:

  • Custos de prevenção: são os investimentos feitos para prevenir falhas e deficiências desde o início da operação. Podem envolver treinamento dos funcionários, implementar sistemas de gestão da qualidade e aquisição de equipamentos;
  • Custo de falhas: resultam dos erros ou defeitos que ocorrem durante a produção ou prestação de serviços. Podem ser os custos internos ou externos. Os primeiros ocorrem dentro da própria empresa, como a perda da produtividade e retrabalho. O segundo ocorre fora da organização, como reclamações de consumidores e devoluções de produtos.

Como controlar os indicadores de produção?

Para evitar erros, os indicadores de produção não podem ser medidos por meio de papel e caneta, é preciso controlar os dados por meio de ferramentas. Entre elas, temos:

Planilhas

As planilhas mais comuns são as de Excel, e são ótimas para começar a fazer o controle dos indicadores de produção. Existem versões avançadas e com vários recursos para baixar gratuitamente. Mas você também pode contratar um profissional para personalizar o serviço para você.

No entanto, ao iniciar o processo com planilhas, é importante ter em mente que elas existem um limite. Com o tempo, elas se tornam insustentáveis devido à quantidade de dados coletados à medida que a empresa cresce. E será preciso fazer a automatização de processos.

Softwares integrados

Os softwares possuem diversas funcionalidades e muitos deles podem conectar vários setores da empresa. Ele centraliza as informações e soluções, além de permitir o compartilhamento de dados.

Com o sistema Checklist Fácil, você simplifica a gestão de processos e dados na sua empresa, com mais de 150 funcionalidades para padronizar as checagens e digitalizar as informações. Além de centralizar as informações, ele ainda permite:

  • Construir e aplicar checklists inteligentes;
  • Gerenciar as não conformidades;
  • Desenvolver e gerir Planos de Ação;
  • Padronizar e gerenciar processos;
  • Acompanhar indicadores e resultados;
  • Criar workflows (fluxos de trabalho).

Além de oferecer relatórios nativos, o Checklist Fácil possui integração com Power BI, o que permite a geração de dashboards personalizáveis sobre a sua operação para gerenciar os indicadores de produção e otimizar a eficiência operacional. 

relatorios no checklist facil

Quer acompanhar os indicadores de produção importantes para o seu negócio em tempo real e tomar medidas mais assertivas para corrigir as falhas? Fale com um de nossos especialistas e agende uma demonstração gratuita!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Ideal para o seu negócio!

Categorias

Assine nossa newsletter e acesse, em primeira
mão, conteúdos relevantes para o seu negócio.

25 de Abril | 16h | ao vivo

Boas Práticas
de SST:

Como zerar acidentes e criar processos eficientes de segurança