O que é Diagrama de Ishikawa? Baixe o modelo e resolva problemas

Entenda o que é o Diagrama de Ishikawa, ou diagrama de causa e efeito, baixe um modelo gratuitamente e visualize a causa real dos problemas na sua produção.

Tempo de leitura: 7 minutos
Pessoal analisando o Diagrama de Ishikawa

Se você chegou a esse blog post é porque, provavelmente, está comprometido em solucionar problemas e alcançar resultados ainda mais satisfatórios, não é mesmo? Então, você clicou no link certo, porque o Diagrama de Ishikawa é uma das peças fundamentais na gestão de qualidade de um negócio! 

Mas, afinal, o que é e como funciona esse método? Para começar, o Diagrama de Ishikawa é uma ferramenta simples e eficiente para driblar adversidades detectadas na operação, que podem comprometer o fluxo de processos e, consequentemente, a rentabilidade da empresa. 

Isso porque esse diagrama, também conhecido como matriz de causa e efeito, auxilia na entrega de produtos ou serviços dentro de suas especificações, atendendo às expectativas dos clientes. Vamos conhecer o Diagrama de Ishikawa e entender como preenchê-lo em cada uma de suas etapas, passo a passo? Continue a leitura!   

O que é Diagrama de Ishikawa? 

Como você pode perceber, o Diagrama de Ishikawa é uma poderosa forma de auxiliar análises feitas pelos gestores, que buscam pela causa principal de um problema específico dentro da organização. Seu funcionamento não é complexo: trata-se de uma ferramenta visual, em formato de gráfico.  

Assim, o Diagrama de Ishikawa foi criado para resolver problemas que impactam os processos organizacionais. É uma forma de descobrir exatamente quais são os fatores que determinam esses obstáculos, como forma estratégica de encontrar suas soluções.  

Isso porque o método parte da premissa de que todo problema tem uma causa específica e que, ao conhecer sua fonte, é possível eliminá-lo. Isso envolve a testagem e análise de cada sugestão de causas indicadas pela equipe envolvida.  

Como falamos, o Diagrama de Ishikawa também é conhecido por vários outros nomes, a saber:  

  • Diagrama Espinha de Peixe;  
  • Diagrama Causa e Efeito;  
  • PDCA espinha de peixe;  
  • Árvore de causas espinha de peixe;  
  • Diagrama dos 6Ms. 

Independentemente do nome que você prefira atribuir a esse processo na sua organização, é importante conhecer como aplicar a ferramenta com assertividade. Do contrário, a análise não será efetiva e o problema permanecerá incomodando e afetando seus rendimentos.   

Como surgiu o Diagrama de Ishikawa? 

Embora permaneça atual e ainda faça sucesso entre os gestores nos dias de hoje, o diagrama de Ishikawa data do século passado! Foi em 1943 que o engenheiro químico Kaoru Ishikawa a elaborou como forma de otimizar a gestão de qualidade

Sua ideia era desenvolver uma ferramenta que fosse aplicável por qualquer pessoa, dos colaboradores “chão de fábrica” à diretoria. Assim, ela seria usada para resolver problemas das mais variadas fontes e complexidades.  

Nesse sentido, e até por se tratar de um gráfico – algo visual e de fácil utilização – o diagrama se tornou popular como forma de combater a improdutividade no ambiente organizacional.   

O que são os 6 Ms do Diagrama Espinha de Peixe? 

Você deve estar se perguntando: por que esse diagrama, que carrega o nome de seu criador, possui tantos apelidos, alguns muito diferentes e até aparentemente distantes de seu significado? Bem, vamos entender porque isso acontece, e você verá que há bastante sentido nisso.  

O Diagrama de Ishikawa também é conhecido como diagrama Espinha de Peixe porque o formato do gráfico, que possui diversas ramificações, lembra o esqueleto de um peixe! 

Mas e o Diagrama 6M? Isso está relacionado aos 6 tipos de causas que Kaoru Ishikawa definiu como, em sua maioria, as possíveis razões da existência do problema que se busca resolver. Cada uma dessas causas começa com a letra M – levando aos 6Ms. A saber:  

  1. Método;  
  2. Máquina;  
  3. Medida;  
  4. Meio ambiente;  
  5. Material;  
  6. Mão de obra; 

Para entender melhor, basta fazer uma pergunta relacionando cada um dos Ms. Por exemplo:  

  1. Como a forma de executar o trabalho influencia no problema?  
  2. Como o maquinário utilizado pode ter influência no problema?  
  3. E as métricas, será que o modo de medir o desenvolvimento de atividades é a fonte do problema? 
  4. O meio em que o processo é executado tem algum impacto sobre as falhas? 
  5. Como o tipo de material, ou mesmo sua qualidade, está relacionada com o problema? 
  6. Como os colaboradores envolvidos se relacionam com o problema? 

Assim, de acordo com o Diagrama 6M, você encontrará a fonte do problema ao responder a essas perguntas.  

A seguir, confira como cada um deles podem impactar na sua operação e o que deve observar neste processo:   

Método 

É a parte do Diagrama de Ishikawa que se refere à forma com que os procedimentos são executados, e isso pode envolver tanto fórmulas de trabalho como ferramentas utilizadas.  

Muitas vezes, as empresas estão apegadas a rotinas manuais, o que gera lentidão e erros na operação, em comparação ao uso de um software – quando a operação é maior e precisa de agilidade.  

Máquina 

Muitas vezes, os problemas estão relacionados às falhas em equipamentos, o que pode causar atrasos, erros e retrabalhos. Isso pode acontecer pela falta de manutenção ou mesmo pela utilização incorreta.  

Por isso, analise o funcionamento do maquinário para evitar prejuízos e pausas na produção.   

Medida 

Os indicadores de desempenho são de extrema importância para qualquer negócio, uma vez que são utilizados para medir, controlar e monitorar o que é feito.  

Se esses indicadores estão mal estruturados e não condizem com a realidade da operação, ou mesmo são extraídos de forma errada, a análise de relatórios fica prejudicada, e essa pode ser a fonte do problema!  

Meio ambiente 

Pode se referir tanto ao ambiente interno quanto externo da organização, isto é, tanto ao meio onde o produto é fabricado, tais como layout, ruídos sonoros, entre outros, bem como os fatores “de fora”, que pode ser instabilidade do tempo, por exemplo.  

Material 

Como vimos, esse “M” está relacionado ao uso de matéria-prima no processo de produção. Fique de olho se esses insumos estão fora das especificações ou em quantidade correta, especialmente quanto à gestão do seu estoque, uma vez que eles podem estragar ou sofrer avarias quando o controle e armazenamento não são adequados.   

Mão de obra 

Sabemos que, sem instruções claras e direcionadas, integração entre áreas e padronização de processos, é muito possível que os colaboradores cometam falhas na execução de suas atividades. E isso é muito importante de se levar em conta ao elaborar um diagrama de Ishikawa.  

Afinal, qualquer erro na produção pode acarretar em falha no controle de qualidade e, portanto, prejudicar toda a operação. Principalmente quando o que é produzido é reprovado na inspeção de qualidade.   

Quais benefícios o diagrama de causa e efeito traz para a organização? 

Bem, tendo em vista que busca analisar causas e seus respectivos efeitos em busca de soluções, a principal vantagem em recorrer ao Diagrama de Ishikawa é o aumento na produtividade. Assim, os problemas são facilmente identificados e resolvidos. 

Outros pontos que destacam essa ferramenta como uma grande aliada na gestão é justamente o fato de ser uma representação gráfica simples de elaborar e de fácil entendimento, podendo abranger quaisquer áreas e níveis hierárquicos da organização.  

Isso também permite que haja um registro visual e intuitivo dos problemas e soluções, que permitem análise da operação como um todo a longo prazo, contribuindo para insights de planejamento e estratégias de negócio.  

Além disso, é um eficiente método para melhoria contínua e organização do time, o que também melhora a comunicação e o relacionamento interpessoal.  

O Diagrama de Ishikawa ainda pode ser usado de forma complementar a outras metodologias, principalmente em reuniões de brainstorm, o que favorece rendimentos em reuniões e ajuda na construção de diferentes perspectivas sobre o mesmo trabalho e empresa.  

Nesse sentido, ela é um dos planos de ação mais importantes para a gestão do negócio. 

Lembrando que o método em si não identifica a gravidade das causas, mas sim a sua origem. Isso significa que a condução do estudo posterior ao Diagrama de Ishikawa deve partir do próprio gestor, com esforço dos colaboradores envolvidos.   

Como usar e para que serve o Diagrama de Ishikawa? 

Até aqui, podemos concluir que o diagrama serve para identificar a relação existente entre o resultado indesejado (efeito) e os diversos fatores (causas) que podem ocorrer para essa não conformidade.  

Assim, é possível aplicar o diagrama de Ishikawa em diversos contextos, por exemplo: 

  • Visualizar causas primárias e secundárias de um problema; 
  • Ampliar a visão das possíveis causas de um problema, evitando enxergá-los de maneira pouco abrangente e ineficiente; 
  • Fazer um levantamento de recursos necessários para a solução do problema; 
  • Entendimento geral do problema, de maneira uniforme; 
  • Gerar melhorias em diversos processos, dos mais simples ao de difícil resolução.  

Agora que você já tem o diagrama em mãos, é hora de preencher as “espinhas de peixe” com as causas do problema levantado. É o que veremos a seguir.   

Como construir um Diagrama de Ishikawa? 

Agora chegou a hora de montar o seu próprio Diagrama de Ishikawa! Vamos ao passo a passo:   

1. Defina o problema 

O primeiro passo vem antes mesmo de acessar o diagrama. Isso porque, para que ele seja necessário, é preciso ter um problema a ser resolvido ou um risco a ser evitado. Lembre-se de ser específico ao olhar para o problema, uma vez que pensá-lo de forma genérica e superficial tende a tornar o diagrama mais difícil de preencher.  

Outra dica importante é olhar para cada problema um por vez. Isto é, fazer um diagrama por problema. Afinal, se mais de uma questão for levantada ao mesmo tempo, será impossível determinar as causas de forma assertiva, já que elas podem ter origens diferentes, por mais que os problemas sejam parecidos.  

2. Extraia dados exatos da sua operação 

Reúna informações quantitativas e qualitativas que dizem respeito ao problema. Nesta etapa, é importante basear sua análise em dados reais, e não em achismo. Assim, é importante contar com um software para extração desses dados de forma assertiva e confiável. 

É o caso do Checklist Fácil, ferramenta online que permite a obtenção de dados da operação, uma vez que é utilizado para a gestão, aprovação e análise dos mais diversos processos, tais como inspeções, checagens e vistorias. Assim, as informações estão centralizadas no sistema e são disponibilizadas de forma automatizada. 


    3. Reúna sua equipe 

    O diagrama se torna mais eficiente quando todos os envolvidos no problema identificado estão unidos para tentar resolvê-lo. Além de encontrar a causa, isso ajuda na determinação de soluções, e como aplicá-las corretamente.  

    Afinal, o brainstorm costuma ser mais eficiente do que um único profissional pensando sozinho e fazendo suposições sem troca de ideias.   

    4. Use as categorias de acordo com seu nicho 

    Cada espinha do peixe separa um local para as diferentes categorias, que são os 6 Ms. Logo, utilize os espaços adequadamente, para evitar confusões.

    O diagrama fica ainda mais eficiente quando você leva em conta dados reais da operação, e considera aquilo que é estritamente coerente com o seu problema e a sua indústria. Portanto, nesta etapa, também é importante evitar ser genérico.   

    5. Estabeleça subcausas 

    Com as causas principais definidas, é preciso adicionar linhas horizontais às linhas que compõem a espinha do peixe. Nelas, escreva as subcausas, ou seja, os fatores que contribuem com a causa principal abordada.   

    6. Defina ações 

    Pronto! Agora que seu diagrama está preenchido, é hora de analisar as informações. Discuta sobre todas as ideias que você reuniu com o seu time e determine as causas que impactam no problema definido. Depois disso, é preciso dar início ao plano de ações que irão remediar essas causas, com seus respectivos prazos. 

    Quer ter acesso rápido a problemas e não conformidades na operação? Conte com o Checklist Fácil. Com ele, você cria listas de verificação para serem utilizadas durante as inspeções e auditorias. E, quando forem encontradas inconsistências nos processos, pode tornar obrigatório o preenchimento de um plano de ação, para que tudo seja solucionado rapidamente.

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