Diagrama de Ishikawa: resolva problemas analisando causas e efeitos

Também conhecida como Diagrama de Causa e Efeito ou de Espinha de Peixe, esta ferramenta é uma das mais eficazes para identificar causas e soluções para não conformidades.
Atualizado em: 4 de novembro de 2022
Tempo de leitura: 8 minutos

Se você chegou até este conteúdo, provavelmente busca solucionar problemas e alcançar resultados ainda mais satisfatórios, certo? Bem, você está no caminho certo, porque o Diagrama de Ishikawa é uma das peças fundamentais na gestão de qualidade de um negócio.

Mas, afinal, o que é e como funciona esse método? Para começar, o Diagrama de Ishikawa é uma ferramenta simples e eficiente para driblar adversidades detectadas na operação que podem comprometer o fluxo de processos e, consequentemente, a rentabilidade da empresa.

Vamos conhecer o Diagrama de Ishikawa e entender como preenchê-lo em cada uma de suas etapas, passo a passo? Continue a leitura!

O que é Diagrama de Ishikawa?

O Diagrama de Ishikawa é uma ferramenta visual, em formato de gráfico, que auxilia na análise e na visualização das causas e dos efeitos de um problema específico.

Trata-se de uma metodologia utilizada para descobrir exatamente quais são os fatores que determinam esses obstáculos, como forma estratégica de encontrar suas soluções.

O Diagrama de Ishikawa também é conhecido por outros nomes, como:

  • Diagrama Espinha de Peixe;  
  • Diagrama Causa e Efeito;  
  • PDCA espinha de peixe;  
  • Árvore de causas espinha de peixe;  
  • Diagrama dos 6Ms.

Mais importante que o nome atribuído ao método é conhecer como aplicar a ferramenta da forma correta. Do contrário, a análise não será efetiva e o problema permanecerá incomodando e afetando seus rendimentos.

Qual a função do Diagrama de Ishikawa?

Podemos dizer, resumidamente, que o Diagrama de Ishikawa foi criado para resolver problemas que impactam os processos organizacionais.

Isso porque o método parte da premissa de que todo problema tem uma causa específica e que, ao conhecer sua fonte, é possível eliminá-lo. Isso envolve a testagem e análise de cada sugestão de causas indicadas pela equipe envolvida.

O Diagrama de Ishikawa também é útil na prevenção de problemas e na melhoria contínua de processos. Afinal, a metodologia serve para identificar a relação existente entre o resultado indesejado (efeito) e os diversos fatores (causas) que originam não conformidades.

Assim, é possível aplicar o diagrama de Ishikawa em diversos contextos, por exemplo: 

  • Visualizar causas primárias e secundárias de um problema; 
  • Ampliar a visão das possíveis causas de um problema, evitando enxergá-los de maneira pouco abrangente e ineficiente; 
  • Fazer um levantamento de recursos necessários para a solução do problema; 
  • Entendimento geral do problema, de maneira uniforme; 
  • Gerar melhorias em diversos processos, dos mais simples ao de difícil resolução. 

Como surgiu o Diagrama de Ishikawa? 

Embora permaneça atual e faça sucesso entre os gestores nos dias de hoje, o Diagrama de Ishikawa data do século passado! Em 1943, o engenheiro químico Kaoru Ishikawa elaborou a metodologia como forma de otimizar a gestão de qualidade

Sua ideia era desenvolver uma ferramenta que fosse aplicável por qualquer pessoa, dos colaboradores do “chão de fábrica” a diretoria. Assim, ela seria usada para resolver problemas das mais variadas fontes e complexidades.

Nesse sentido, e até por se tratar de um gráfico — algo visual e de fácil utilização — o diagrama se tornou popular como forma de combater a improdutividade no ambiente organizacional.

Quais os benefícios do Diagrama de Ishikawa?

Bem, tendo em vista que busca analisar causas e seus respectivos efeitos em busca de soluções, a principal vantagem em recorrer ao Diagrama de Ishikawa é o aumento na produtividade. Afinal, quando os problemas são facilmente identificados e resolvidos, há um ganho de tempo para inovação, planejamento estratégico e execução de tarefas.

Outro ponto que destaca essa ferramenta como uma grande aliada na gestão é justamente o fato de ser uma representação gráfica simples de elaborar e de fácil entendimento, podendo abranger quaisquer áreas e níveis hierárquicos da organização.

Isso também permite que haja um registro visual e intuitivo dos problemas e soluções, possibilitando uma análise da operação como um todo, a longo prazo, e contribuindo para insights de planejamento e estratégias de negócio.

Além disso, é um eficiente método para melhoria contínua e organização do time, o que também melhora a comunicação e o relacionamento interpessoal.

O Diagrama de Ishikawa ainda pode ser usado de forma complementar a outras metodologias, principalmente em reuniões de brainstorm. Dessa forma, favorece o rendimento em reuniões e ajuda na construção de diferentes perspectivas sobre o mesmo trabalho e empresa.

Nesse sentido, o Diagrama de Ishikawa é um dos métodos para planos de ação mais importantes para a gestão do negócio. 

Lembrando que o método em si não identifica a gravidade das causas, mas sim a sua origem. Isso significa que a condução do estudo posterior ao Diagrama de Ishikawa deve partir da própria gestão, com esforço das pessoas colaboradoras envolvidas.

Quais são os 6 Ms do Diagrama de Ishikawa? 

Ishikawa, Espinha de Peixe, Causa e Efeito, 6M… Você deve estar se perguntando: por que esse diagrama, que carrega o nome de seu criador, possui tantos apelidos?

Apesar de possuir nomes bem diferentes, você vai perceber que todos têm um significado que faz sentido com o objetivo da metodologia,

O Diagrama de Ishikawa também é conhecido como Diagrama Espinha de Peixe porque o formato do gráfico, e suas diversas ramificações, lembra o esqueleto de um peixe.

Mas e “Diagrama 6M”? Bem, este nome está relacionado aos seis tipos de causas que Kaoru Ishikawa definiu como as possíveis razões da existência do problema que se busca resolver. Cada uma dessas seis causas começa com a letra M. A saber:  

  1. Método;  
  2. Máquina;  
  3. Medida;  
  4. Meio ambiente;  
  5. Material;  
  6. Mão de obra; 

Para entender melhor, basta fazer uma pergunta relacionando cada um dos Ms. Por exemplo:  

  1. Como a forma de executar o trabalho influencia no problema?  
  2. Como o maquinário utilizado pode ter influência no problema?  
  3. E as métricas, será que o modo de medir o desenvolvimento de atividades é a fonte do problema? 
  4. O meio em que o processo é executado tem algum impacto sobre as falhas? 
  5. Como o tipo de material, ou mesmo sua qualidade, está relacionada com o problema? 
  6. Como os colaboradores envolvidos se relacionam com o problema? 

Assim, de acordo com o Diagrama 6M, você encontrará a fonte do problema ao responder a essas perguntas.  

A seguir, confira como cada um deles podem impactar na sua operação e o que deve observar neste processo:

1. Método 

É a parte do Diagrama de Ishikawa que se refere à forma com que os procedimentos são executados, e isso pode envolver tanto fórmulas de trabalho como ferramentas utilizadas.

Não são raras as empresas apegadas a rotinas manuais e que apresentam lentidão e erros na operação. Neste exemplo clássico, em que o problema é o método de trabalho, o uso de softwares pode ser uma solução para obter mais precisão e agilidade.

2. Máquina 

Muitas vezes, os problemas estão relacionados às falhas em equipamentos, o que pode causar atrasos, erros, retrabalhos e até acidentes. Isso pode acontecer pela falta de manutenção ou mesmo por utilização incorreta.

Por isso, é importante analisar o funcionamento do maquinário para evitar prejuízos e pausas na produção.

3. Medida 

Os indicadores de desempenho são de extrema importância para qualquer negócio, uma vez que são utilizados para medir, controlar e monitorar o que é feito.

Então, se esses indicadores estão mal estruturados e não condizem com a realidade da operação, ou mesmo são extraídos de forma errada, a análise de relatórios fica prejudicada, e essa pode ser a fonte do problema!

4. Meio ambiente 

Pode se referir tanto ao ambiente interno quanto externo da organização. Ou seja, o meio onde o produto é fabricado, tais como layout, ruídos sonoros, entre outros, bem como os fatores “de fora”, como instabilidade do tempo, podem ser causadores de problemas.

5. Material 

Como vimos, esse “M” está relacionado ao uso de matéria-prima no processo de produção. Portanto, é bom ficar de olho se esses insumos estão fora das especificações ou em quantidade correta, especialmente quanto à gestão do seu estoque. Tais insumos podem estragar ou sofrer avarias em caso de controle e armazenamento inadequados.

6. Mão de obra 

Sabemos que, sem instruções claras e direcionadas, integração entre áreas e padronização de processos, é muito possível que os colaboradores cometam falhas na execução de suas atividades. E isso é muito importante de se levar em conta ao elaborar um Diagrama de Ishikawa.

Afinal, qualquer erro pode acarretar em falha no  controle de qualidade e, portanto, prejudicar toda a operação. Principalmente quando o que é produzido é reprovado na inspeção de qualidade.

Como elaborar um Diagrama de Ishikawa? 

Bem, não é à toa que a metodologia criada por Ishikawa também leva o nome de “espinha de peixe”.

O gráfico é formado por uma linha reta, na horizontal, e seis linhas, em lados opostos. Na ponta direita da linha horizontal é onde indicamos o efeito de determinado problema, enquanto as linhas diagonais indicam os seis elementos (6M) e suas causas.

O resultado do desenho do diagrama você confere na imagem abaixo:

Para agilizar esta etapa, você pode utilizar um modelo pronto e adaptar com as informações necessárias. Baixe nosso modelo de Diagrama de Ishikawa, completo e personalizável!

Para acessar o Diagrama de Ishikawa e editá-lo conforme a sua necessidade, basta baixá-lo gratuitamente neste link! 

Com o diagrama em mãos, é hora de preencher as “espinhas de peixe” com as causas do problema. É o que veremos a seguir, em seis passos:

1. Identifique o problema

O primeiro passo vem antes mesmo de acessar o diagrama. Isso porque, para que ele seja necessário, é preciso ter um problema para resolver ou um risco para evitar. Lembre-se de ser específico ao olhar para o problema, uma vez que pensá-lo de forma genérica e superficial tende a tornar o diagrama mais difícil de preencher.

Outra dica importante é olhar para cada problema um por vez. Isto é, fazer um diagrama por problema. Afinal, se mais de uma questão for levantada ao mesmo tempo, será impossível determinar as causas de forma objetiva, já que elas podem ter origens diferentes, por mais que os problemas sejam parecidos.

2. Extraia dados exatos da sua operação 

Reúna informações quantitativas e qualitativas que dizem respeito ao problema. Nesta etapa, é importante basear sua análise em dados reais, e não em achismos. Assim, é importante contar com um software para extração desses dados de forma ágil, segura e confiável.  

3. Reúna sua equipe 

O diagrama se torna mais eficiente quando todos os envolvidos no problema identificado estão unidos para tentar resolvê-lo. Além de encontrar a causa, isso ajuda na determinação de soluções, e como aplicá-las corretamente.

Afinal, o brainstorm costuma ser mais eficiente do que um único profissional pensando sozinho e fazendo suposições sem troca de ideias.

4. Use as categorias de acordo com seu nicho 

Cada espinha do peixe separa um local para as diferentes categorias, que são os 6Ms. Logo, utilize os espaços adequadamente, para evitar confusões.

O diagrama fica ainda mais eficiente quando você leva em conta dados reais da operação, e considera aquilo que é estritamente coerente com o seu problema e a sua indústria. Portanto, nesta etapa, também é importante evitar ser genérico.

5. Estabeleça subcausas

Com as causas principais definidas, é preciso adicionar linhas horizontais às linhas que compõem a espinha do peixe. Nelas, escreva as subcausas, ou seja, os fatores que contribuem com a causa principal abordada.

6. Defina ações 

Pronto! Agora que seu diagrama está preenchido, é hora de analisar as informações. Discuta sobre todas as ideias que você reuniu com o seu time e determine as causas que impactam no problema definido. Depois disso, é preciso dar início ao plano de ações que irão remediar essas causas, com seus respectivos prazos.

Bônus: conte com um software para identificar e tratar problemas de forma ágil

Falamos até aqui sobre como a metodologia do Diagrama de Ishikawa ajuda a identificar causas, efeitos e possíveis soluções para um problema. Mas, e se eu te contar que fazer tudo isso pode ser ainda mais fácil com a ajuda da tecnologia?

É o caso do Checklist Fácil, software para a gestão, aprovação e análise dos mais diversos processos, tais como inspeções, checagens e vistorias.

Com Checklist Fácil, as informações ficam centralizadas e armazenadas em uma ferramenta online e segura, e são disponibilizadas de forma automatizada, em tempo real.

Dessa forma, fica fácil realizar checagens, reportar não conformidades, elaborar relatórios e planos de ação, em um tempo curto entre identificação do problema e sua solução.

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