Conheça os principais impactos da indústria no meio ambiente

Neste artigo, veremos quais são os principais impactos da indústria no meio ambiente e qual é a relação deste cenário com o desenvolvimento sustentável. Confira!

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Saber quais são os principais impactos da indústria no meio ambiente é algo fundamental para implementar práticas de desenvolvimento sustentável. Isso porque, apesar de ambas serem essenciais para a sociedade, a indústria e a natureza estão em constante disputa por recursos, o que gera inúmeros danos ambientais.

As indústrias utilizam variadas técnicas para detecção de áreas petrolíferas, de construção, fábricas e similares. Além de contaminarem o ar, essas atividades de identificação geográfica também desequilibram a vida aquática e causam vazamentos químicos que destroem a vida marinha e a qualidade das águas.  

Para que essa realidade seja superada, é necessário divulgar ideias e implementar práticas para o desenvolvimento sustentável. No artigo de hoje, veremos quais são os principais impactos da indústria no meio ambiente e a relação deste cenário com o desenvolvimento sustentável. Confira a seguir:

Qual é a relação entre as indústrias e o meio ambiente?

A indústria é um setor essencial para a evolução da sociedade. Por meio dela, é possível criar inúmeros bens e serviços de consumo essenciais, além de gerar diversos empregos ao redor do mundo. 

Inicialmente, por volta de 1760, a indústria pareceu ser apenas uma solução para baratear produtos através da produção em massa das máquinas, deixando para o trabalho manual. No entanto, essa lógica acabou gerando uma série de desdobramentos não planejados (dentre eles, os impactos prejudiciais ao meio ambiente).

Os primeiros reflexos da Revolução Industrial no meio ambiente foram entre o homem e a natureza. O progresso ofertado pelas máquinas fez com que, cada vez mais, o conceito de aceleração fosse valorizado em conjunto com a capacidade humana de se sobrepor à natureza. 

Essa também foi a origem das raízes do consumismo, que é um dos principais obstáculos para a preservação do planeta, visto que quanto mais consumimos, mais geramos indústrias.

Nos últimos 30 anos, várias conferências entre países industrializados foram organizadas para tentar encontrar soluções mais adequadas para um desenvolvimento industrial sustentável, através da exploração de recursos naturais de forma controlada e planejada. 

Mesmo que já existam avanços (como regulações e leis que limitam a emissão de poluentes por parte das indústrias), é um grande desafio manter o equilíbrio entre a produção e a conservação ambiental em uma sociedade altamente consumista e praticamente dependente de processos industriais

Contudo, para podermos realmente abrir a discussão sobre empresas sustentáveis, precisamos entender de que forma as indústrias agem no planeta e quais são as consequências disso.

Qual é o cenário atual da indústria no Brasil?

Falar sobre desenvolvimento sustentável já se tornou imprescindível, mas se trata de um tema delicado, já que até os mais fervorosos ambientalistas utilizam carros, trens, metrôs, celulares e computadores. Todos esses produtos são feitos de materiais encontrados na natureza, como é o caso do minério de ferro. Ou seja, mesmo quem defende o meio ambiente contribui para a destruição de recursos naturais limitados e não renováveis.

No Brasil, existem 11 indústrias siderúrgicas, que consomem quase a mesma quantidade de água e energia elétrica que toda a população do país utiliza em casa. Levando isso em consideração, já é possível concluir que é muito difícil encontrar um equilíbrio ambiental enquanto se produzem materiais que alimentam a indústria e contribuem para o desenvolvimento do país.

Segundo um levantamento divulgado em 2020 pelo IBGE, a maioria das empresas que investem em sustentabilidade ambiental atualmente só o fazem para atingir uma determinada imagem institucional. Realizado entre 2015 e 2017, o estudo aponta que, dentre 117 mil empresas, 33,6% foram consideradas inovadoras, sendo que entre elas menos da metade (15,9 mil) investiram em sustentabilidade ambiental.

O relatório também mostrou que a indústria foi a atividade com maior percentual de empresas eco-inovadoras (43,1%), seguida por Eletricidade e Gás (32,8%) e Serviços Selecionados (21,8%). Isso está relacionado à estrutura das grandes empresas, que reflete na possibilidade de trazer inovações

De acordo com Flávio Peixoto, gerente da pesquisa, além da maior parte das empresas que compõem as estatísticas serem industriais, a própria natureza das atividades da indústria abre mais espaço para práticas eco-inovadoras. Esse é um dado importante a se considerar porque, mesmo que esse percentual represente um avanço, ele ainda é muito baixo em comparação com os impactos do setor.

Quais são os principais impactos da indústria no meio ambiente?

Graças a indústria, foi possível criar inúmeros bens de consumo que hoje são considerados essenciais para a vida moderna, trazendo conforto e saúde para as pessoas, além de gerar diversos empregos pelo mundo. No entanto, como em qualquer outra atividade humana, esse setor é responsável por causar muitos danos ao meio ambiente e à saúde humana.

Isso acontece porque as atividades dessa área geram muitos materiais biológicos, gases e líquidos que têm o potencial de contaminar rios, mares, lagos, ar e solo. Consequentemente, a produção de matérias de consumo contribui diretamente para a devastação de florestas e a extinção de diversas espécies de animais e plantas. Veja quais são os principais impactos ambientais da indústria:

Contaminação da água

As grandes indústrias são as maiores causadoras de poluição nos nossos corpos hídricos, já que elas despejam toneladas de resíduos tóxicos em rios, o que prejudica o ecossistema diretamente e torna a água imprópria para o consumo. 

Como consequência, além do desequilíbrio ambiental evidente, essa prática também causa sérios danos à saúde da população que vive próxima a esses locais recentemente contaminados.

Devastação de florestas

O crescimento urbano também foi grande responsável pela devastação de florestas brasileiras, gerando desequilíbrio em todo o meio ambiente. Com a redução da mata nativa, muitos animais e plantas ficaram extintos ao longo dos anos. Ainda existem espécies ameaçadas e que podem desaparecer do planeta em um futuro próximo.

Poluição do ar

A poluição do ar também é uma pauta constante no embate entre a indústria e o meio ambiente, já que todos os dias são lançadas toneladas de gases tóxicos, como o óxido de enxofre, óxido de nitrogênio e o monóxido de carbono na atmosfera. 

Esses gases pioram a qualidade do ar que respiramos e também são responsáveis por inúmeras doenças respiratórias, como a bronquite e a asma. De acordo com dados revelados pelo Ministério da Saúde, as mortes causadas pela poluição do ar aumentaram 14% só na última década, o que revela a urgência desse tema.

Aquecimento global

As indústrias causam o efeito estufa artificial, que é fruto da atividade humana, e tem um impacto direto no aquecimento da temperatura global.  A principal causa desse problema é o lançamento de gases tóxicos na atmosfera com a utilização de petróleo, gás e carvão. 

A destruição das florestas tropicais também contribui para esse quadro negativo, e todas essas transformações geram um calor cada vez mais intenso, chuvas ácidas e mudanças climáticas. Um relatório do IPCC (sigla em inglês para Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) revela que 8% das terras do Brasil já sofrem impactos de desertificação por conta do aquecimento global.

Alteração da fauna e flora

A poluição causada pela produção de matérias também gera prejuízos para animais e vegetações nativas. Prova disso é a recente tragédia envolvendo o rompimento de uma barragem da Mina Córrego do Feijão, na cidade de Brumadinho, em Minas Gerais.

Esse foi considerado o maior acidente de trabalho na História do Brasil, e o segundo maior desastre industrial do século. O episódio aconteceu devido ao acúmulo dos rejeitos de uma mina de ferro, que foram avaliados como “de baixo risco” pela Vale S.A.

A tragédia causou a morte de 270 pessoas, sendo 10 delas desaparecidas, e o Brasil se tornou o país com maior número de fatalidades neste tipo de acidente, somando as perdas humanas aos graves (e permanentes) danos ambientais. 

Exemplo disso são as diversas plantas que morreram por conta do lamaçal e não têm garantia de que voltem a crescer na paisagem. O mesmo se aplica aos animais que foram mortos e deformados pela lama, conforme mostra uma matéria produzida pelo jornal O Globo.

A reportagem mostra que testes realizados na região comprovaram que o derramamento dos rejeitos causou a morte de diversas espécies e também provocou mutações e anomalias em embriões de peixes. Segundo a mesma reportagem, a taxa de mortalidade dos animais foi de 100% próximo à mina.

Desbalanço da cadeia alimentar

Ainda sobre Brumadinho, um especialista afirma que muitas espécies da vegetação foram extintas na região por conta do desastre. Consequentemente, isso representa a inevitável falta de alimentos para os animais, que serão forçados a migrar para outras regiões, o que desequilibra todo o ecossistema.

A grande migração de pássaros, por exemplo, gera o aumento da quantidade de insetos, o que, por sua vez, traz a elevação de epidemias, visto que muitos desses insetos são transmissores de doenças.

Assim, cada região em que as indústrias atuam sofrem o risco iminente de um desbalanço na cadeia alimentar e um impacto no equilíbrio ambiental. Isso porque, quando não existe vegetação para alimentar os animais, eles podem deixar de existir. Todos esses impactos no ecossistema afetam o desenvolvimento sustentável mundial de médio a longo prazo.

Mas afinal, o que é o desenvolvimento sustentável?

Resumidamente, o desenvolvimento sustentável é caracterizado pela busca de meios para suprir as necessidades da sociedade atual sem comprometer as gerações futuras. Se trata de atitudes pontuais que garantam que a produção de bens de consumo continue sem que a natureza seja prejudicada.

Para isso acontecer, é necessário harmonizar as atividades econômicas, produtivas e sociais. Isso significa que as indústrias precisam trabalhar para produzir poluindo menos, sem eliminar resíduos na natureza, por exemplo.

Campanhas de reciclagem, como as de embalagens retornáveis, são um mero reflexo e também devem ser promovidas. Desta forma, se diminui a necessidade por mais matérias-primas e também se cria um senso de coletividade entre os consumidores.

Diante desse cenário, as empresas devem tomar providências e entender quais são os principais impactos ambientais negativos que podem ser reduzidos. Um bom começo é adotar medidas sustentáveis, como é o caso das práticas de ESG.

Para ajudar nessa tarefa, as indústrias também podem contratar sistemas adeptos à gestão industrial, como é o caso do Checklist Fácil. O nosso sistema é capaz de analisar impactos da atividade industrial e propor soluções eficazes para, se não eliminar, pelo menos reduzir o problema.

Com ele, você cria listas de verificação para gerenciar melhor os seus processos e evitar falhas e incidentes que causam danos à natureza. Através do monitoramento de atividades e a padronização de processos, é possível avaliar pontos de melhoria e aplicar planos de ação para atingir melhores resultados.

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Especialista em Produto em Checklist Fácil
Especialista na solução Checklist Fácil, procuro colocar em cada conteúdo minha experiência e conhecimento. Assim, ajudo as empresas e seus colaboradores a terem mais qualidade e eficiência no trabalho.
Luciana Silva

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