O que é EPI e qual a sua importância no ambiente de trabalho?

O Equipamento de Proteção Individual (EPI) é importante para evitar acidentes ocupacionais e, assim, preservar a vida dos profissionais. Mas você sabe quais itens são considerados um EPI, como usá-los adequadamente e porque são tão importantes no ambiente corporativo? Essas e outras questões responderemos neste conteúdo. Vem com a gente!

Tempo de leitura: 7 minutos
Exemplos de EPI que ajudam na segurança do trabalhador

EPI é a sigla de Equipamento de Proteção Individual. Trata-se de qualquer item ou dispositivo utilizado individualmente pelo profissional para garantir a sua proteção. Ou seja: evitar riscos que ameacem a sua saúde, integridade e segurança.

Entre esses equipamentos estão capacete, luva, óculos de proteção e máscaras. Cada um oferece um tipo de proteção e é direcionado para atividades distintas. Porém, todos têm como principal objetivo proteger o indivíduo.

Apesar do termo ser conhecido entre os profissionais de segurança do trabalho, ele ainda gera dúvidas entre colaboradores e também empresas. Por isso, criamos esse artigo, que aborda os principais pontos relacionados ao EPI. Continue com a gente!

O que é EPI?

Como o próprio nome já diz, um Equipamento de Proteção Individual é qualquer dispositivo ou produto que tem como finalidade preservar a saúde do trabalhador. De uso individual, ele é indispensável em atividades em que há riscos e ameaças iminentes, como na construção civil.

Quem define as regras sobre o uso de EPI é a Norma Reguladora nº 6 (NR 6), aprovada pela Portaria GM nº 3.214, de 08 de junho de 1978. De acordo com ela, a empresa é obrigada a fornecer gratuitamente aos funcionários os EPIs adequados para a realização das atividades nas seguintes situações:

  • Sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais;
  • Enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas;
  • Para atender situações de emergência.

Mas como as empresas sabem qual equipamento deve ser disponibilizado? Essa análise deve ser realizada pela Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) junto ao Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT).

Afinal, estes setores são especializados e atuam diretamente com a segurança e bem-estar do colaborador no ambiente laboral.  

Como o EPI possui regulamentação, é claro que ele é fiscalizado. Quem realiza isso é o Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE). Caso a empresa não cumpra com as regras, pode receber uma multa, cujo valor varia de 3 a 50 salários mínimos – conforme a gravidade da situação. 

Para que serve o Equipamento de Proteção Individual?

Ele serve para proporcionar mais segurança ao trabalhador. Isso porque o EPI ajuda a proteger contra os riscos de acidentes e doenças ocupacionais comuns à atividade que ele desempenha. Sendo, portanto, essencial para a manutenção da sua saúde física. 

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Para as empresas, esses equipamentos também acabam proporcionando redução de custos. Inclusive, esse é um ponto que muitas pessoas não sabem.

Organizações que desenvolvem tarefas insalubres e com nível de ruído acima dos limites permitidos, por exemplo, devem pagar um adicional de insalubridade. Isso é estabelecido pela NR 15, que delimita graus de enquadramento que variam de 10% a 40%.

Entretanto, caso ela disponibilize o EPI adequado, pode ficar isenta deste pagamento. Afinal, os ruídos serão neutralizados, não causando mais os danos previstos à audição do profissional.

Como garantir o uso correto do EPI?

Não adianta adquirir os equipamentos e achar que serão utilizados adequadamente. Tanto o empregador quanto o empregado possuem responsabilidades – ainda segundo a NR 6.  

Cabe à empresa:

  • Adquirir o EPI adequado ao risco de cada atividade;
  • Exigir o seu uso;
  • Fornecer apenas equipamentos aprovados pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde do trabalho;
  • Orientar e treinar o colaborador sobre o uso adequado, armazenamento e conservação;
  • Substituir os itens imediatamente quando danificados ou extraviados;
  • Responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica;
  • Comunicar ao MTE qualquer irregularidade observada;
  • Registrar o seu fornecimento ao trabalhador – seja em fichas, livros ou sistema eletrônico.

Já o colaborador deve:

  • Utilizar o EPI apenas para a finalidade a que se destina;
  • Responsabilizar-se pela guarda e manutenção;
  • Comunicar à empresa qualquer alteração que torne o equipamento impróprio para o uso;
  • Cumprir as determinações da organização sobre o uso adequado.

Quais os EPIs mais comuns?

Os equipamentos utilizados pelos profissionais variam conforme o tipo de atividade e os riscos aos quais eles serão expostos. 

Entretanto, a NR 6 disponibilizou uma lista com os itens que se enquadram nessa modalidade. Ela é dividida de acordo com a parte do corpo que protege, conforme você verá a seguir:

  • Cabeça: Capacetes e capuz ou balaclava;
  • Olhos e face: Óculos, viseiras e máscara de solda;
  • Auditiva: Protetores auriculares, tampões e abafadores de ruídos;
  • Respiratória: Máscaras, filtros e respiradores;
  • Tronco: Aventais e coletes à prova de balas;
  • Membros superiores: Luvas, braçadeiras, mangotes e creme protetor contra agentes químicos;
  • Membros inferiores: Calçado (coturnos, botas e tênis, por exemplo), meia,  perneira e calça;
  • Corpo inteiro: macacão e outro tipo de vestimenta que cubra o corpo todo;
  • Contra quedas: Cinto e cinturão de segurança.

Como é feita a escolha do Equipamento de Proteção Individual?

Antes de adquirir qualquer item, a empresa deve realizar uma Análise Preliminar de Risco (APR). Você sabe o que é? Trata-se de um estudo prévio e detalhado dos riscos que podem ocorrer em cada etapa das atividades desempenhadas. Sua intenção é justamente propor ações que controlem, neutralizem ou atenuem os problemas iminentes.

Com essa análise em mãos, primeiramente devem ser sugeridas as chamadas medidas de proteção coletivas. Elas incluem:

  • Organização do local de trabalho;
  • Instalação de sistema de iluminação, exaustão e ventilação;
  • Disposição dos itens de sinalização de segurança;
  • Proteção para as escadas;
  • Acessibilidade para deficientes físicos.

A partir do momento em que essas medidas não fornecem a proteção adequada e completa ao colaborador, é que se deve adotar o uso de EPI.

Como os riscos já foram previamente analisados, o técnico em segurança do trabalho consegue determinar o equipamento que, de fato, supre as necessidades de proteção.

Quem deve usar EPI?

Alguns profissionais têm mais necessidades de usá-lo do que outros, conforme já mencionamos. O que determina ou não a utilização é, geralmente, a exposição a produtos tóxicos ou outros tipos de riscos. 

Quem trabalha com construção civil, por exemplo, deve utilizar desde equipamentos contra quedas até proteção para cabeça. E se engana quem acredita que isso apenas é obrigatório quando estão nas alturas. Nada disso! Quando estão no chão também correm risco de serem atingidos ou pisar em algo que gere dano.

Técnicos em radiologia também fazem parte do grupo que deve usar EPI. Principalmente os coletes de chumbo, uma vez que lidam diretamente com radiação – e por um longo período.

Outros exemplos de profissionais em que o Equipamento de Proteção Individual é indispensável são:

  • Eletricista;
  • Eletricitário;
  • Mecânico;
  • Pedreiro;
  • Serralheiro;
  • Soldador;
  • Marceneiro;
  • Enfermeiro;
  • Açougueiro;
  • Jardineiro;
  • Operador de empilhadeira;
  • Trabalhadores de laboratório;
  • Jatista;
  • Forneiro.

Qual a importância do EPI na segurança no trabalho?

Resumidamente, ele é essencial para proteger os profissionais de forma individualizada. Reduzindo, assim, qualquer tipo de ameaça ou risco ao qual ele está exposto no dia a dia.

Assim sendo, o EPI preserva a saúde e integridade do trabalhador. Evitando a ocorrência de acidentes que podem gerar consequências negativas.

Além disso, o equipamento é utilizado para que ele fique menos suscetível a doenças ocupacionais. Estas não apenas comprometem a sua capacidade de trabalho, mas podem gerar reflexos futuros até mesmo irreversíveis.

Quais os principais benefícios que o EPI oferece?

O Equipamento de Proteção Individual  é benéfico tanto para os colaboradores quanto para as empresas em si. Afinal, no momento em que ele protege a sua saúde, as atividades seguem sendo realizadas. Promovendo, assim, melhorias de processo e economia.

Para empresas

1. Redução de acidentes

O uso adequado de EPI está diretamente ligado à redução de acidentes de trabalho. Afinal, o profissional passa a se expor menos aos riscos. Logo, ele falta menos e consegue, ainda, manter o seu nível de desempenho.

Mais um ponto que merece atenção é que, quando um profissional está impossibilitado de trabalhar, inevitavelmente há alterações na rotina. Assim, quanto menos ocorrências de acidentes, mais fluida fica a gestão dos processos internos. Além disso, o ambiente como um todo se torna mais positivo. Impactando diretamente na produtividade.

2. Diminuição de custos

Quando a empresa investe nos equipamentos adequados e é atuante no que tange à segurança do trabalho, ela evita que algum membro da equipe tenha que se ausentar. Consequentemente, a produção não é interrompida, permitindo uma maior previsibilidade de receita. 

Além do mais, evita custos com indenizações, por exemplo, para os casos em que o indivíduo sofreu algum acidente que poderia ter sido evitado.

3. Melhora a imagem da empresa

Imagine uma organização que possui altos índices de acidentes e doenças ocupacionais. Será que as pessoas se candidatariam a uma vaga nesse local? Quem se preocupa com a sua saúde, certamente respondeu não.

Em contrapartida, quem se preocupa com o uso adequado de EPI passa a ser bem-vista. Logo, passa a atrair atenção de novos talentos. Além de elevar a retenção e diminuir o absenteísmo.

Para o colaborador

4. Aumento da qualidade de vida

Quem lida diretamente com riscos não sofre apenas fisicamente. Mas também de fadiga mental, por estar em constante tensão.

Em contrapartida, trabalhadores saudáveis e seguros tendem a se estressar e cansar menos no ambiente laboral. Sem falar que conseguem aproveitar mais os momentos de descanso. Tudo isso, junto, faz com que eles tenham um incremento na qualidade de vida.

5. Mais proteção no dia a dia

Apesar de alguns colaboradores negligenciarem o uso de EPI, em geral, a grande maioria entende a importância que ele tem. E, ao usar o equipamento, eles passam a se sentir mais seguros e valorizados. E quem não gosta disso, não é mesmo?

Como deve ser feita a manutenção de EPI?

Primeiramente, todo e qualquer equipamento de proteção deve ser aprovado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Além disso, deve estar dentro do prazo de validade – apontado pelo Certificado de Aprovação.

Seguindo esses dois cuidados básicos, já é um bom começo para garantir a qualidade e o bom uso do EPI. Porém, esses não são os únicos fatores que a empresa deve ficar atenta, conforme você verá a seguir:

Inspeção formal

Dependendo do aparato, pode ser necessária a realização de uma inspeção formal. Ela deve ser promovida por um profissional legalmente habilitado, pois garante isenção e maior assertividade no procedimento.

Na maioria das vezes, essa atividade é realizada pelo próprio fabricante do equipamento. Porém, isso não é uma regra. Ou seja, pode ser feito por uma pessoa diferente, desde que entenda do assunto, de fato.

Controle periódico de validade

Lembra que citamos acima o Certificado de Aprovação? Pois bem, o seu prazo de validade é de cinco anos. Passado esse período, é preciso verificar a possibilidade de renovação da certificação junto à fabricante. A fim de evitar que os equipamentos apresentem algum dano.

Porém, há ainda a validade do equipamento em si. Ou seja, ele pode ter especificidades que devem ser seguidas para que seja considerado em boas condições. Logo, fique atento a essa informação, pois irá impactar diretamente na segurança dos profissionais.

Limpeza e higienização

Alguns EPIs, ainda, não possuem prazo de validade, como óculos e respiradores. Entretanto, devem ser devidamente higienizados após o uso. Caso contrário, a sujeira pode causar problemas de saúde ao profissional.

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Outrossim, é importante dar uma atenção especial à questão do armazenamento. Isso porque pode levar ao acúmulo ainda maior de poeira e outros tipos de sujeira. Bem como a proliferação de bactérias.

Desta forma, os equipamentos devem ser guardados secos, em local limpo, com temperatura ambiente e devidamente arejado.

Vale a pena investir em um checklist de EPI?

A falta de controle sobre os equipamentos de proteção é um dos motivos que levam ao seu mau uso. Afinal, como exigir algo dos colaboradores se a empresa nem sabe os ítens que possui, nem controla questões como validade e higienização?

É nesse cenário que o checklist de EPI surge como grande aliado. Com ele, é possível verificar com frequência cada material, bem como criar um plano de manutenção periódico para, assim, garantir o melhor desempenho. 

Consequentemente, ajuda a evitar acidentes que podem comprometer toda a operação.

Outros benefícios que comprovam que vale a pena investir em um checklist de EPI são:

  • Amplia a eficiência da operação, uma vez que torna o trabalho mais eficaz e dinâmico. Evitando, assim, prejuízos e falhas;
  • Aumenta a qualidade do serviço, pois garante o uso adequado dos equipamentos de proteção;
  • Facilita a análise de dados, tornando a gestão de EPI mais rígida;
  • Simplifica a verificação dos equipamentos, já que, com a lista de verificação pronta, os profissionais sabem exatamente o que deve ou não ser conferido.

A Checklist Fácil é a solução ideal para que você faça uma boa gestão de EPI e, portanto, da segurança do trabalho. Quer saber por quê? Entre em contato conosco e converse com um dos nossos especialistas.

Jornalista e especialista em Comunicação Empresarial. Sou apaixonada por marketing, escrever, criar e inovar - inclusive nas horas vagas.
Estefânia Martins

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