Pesquisa de campo: quais as etapas e como automatizar

A pesquisa de campo é uma metodologia que ajuda na tomada de decisão, análise de processos, resolução de problemas, entre outros aspectos importantes para as empresas.
Atualizado em: 10 de janeiro de 2023
Tempo de leitura: 5 minutos

Famosa entre os estudantes que precisam entregar seus trabalhos acadêmicos para conclusão de curso, a pesquisa de campo se caracteriza pela coleta de dados a partir de uma investigação em campo.

Assim, com a aplicação de questionários, é possível validar uma hipótese, resolver problemas ou analisar um processo específico. No entanto, a pesquisa de campo vai muito além de simples perguntas e respostas. Todo o conceito deve seguir uma estratégia para que seja efetivo. Além disso, existem procedimentos para a coleta de dados e produção de estatísticas.

Aqui, você vai compreender exatamente no que consiste a pesquisa de campo, suas diversas aplicações, bem como quais são as etapas para elaborá-la de forma eficiente. Acompanhe:

O que é uma pesquisa de campo?

Um dos métodos utilizados para a apuração de dados é a pesquisa de campo. Ela não exclui as pesquisas bibliográfica e documental, mas sim acrescenta informações a elas — possibilitando a análise assertiva e completa de um determinado processo ou situação.

Afinal, é preciso ir a campo e entender, na prática, como certas rotinas acontecem para que se tenha um diagnóstico coerente. É por isso pesquisadores científicos utilizam bastante a pesquisa de campo. Trata-se de uma forma de investigar o fato junto a uma amostra de pessoas que está realmente envolvida naquilo que está sendo pesquisado.

Qual é a finalidade de uma pesquisa de campo?

O objetivo da pesquisa de campo é observar fatos e fenômenos de perto, para que se tenha a certeza de que os registros feitos sobre uma pesquisa estão de acordo com a realidade.

Por fim, os dados coletados em pesquisa passarão por uma análise, posteriormente. Essa interpretação ocorre com base em teorias sólidas e bem fundamentadas. É por isso que, no ambiente acadêmico, é necessária toda uma estrutura bibliográfica que acompanhe a pesquisa realizada em campo.

Nas empresas, a pesquisa de campo pode ser complementada por metodologias de qualidade. Isto é, utiliza-se métodos como 5W2H e Diagrama de Pareto, por exemplo, para identificar e resolver problemas junto da pesquisa de campo.

Quem é o pesquisador de campo?

A pesquisa de campo possui diversas etapas. Por isso, nem sempre quem formula o questionário é quem irá aplica-lo. Assim, os pesquisadores são aqueles que estão em contato direto com o público – embora a pesquisa em si, muitas vezes, passe pela análise de vários outros profissionais ao longo do estudo.

Para aplicar a pesquisa, o pesquisador precisa saber como abordar o público certo para que se tenha aproveitamento máximo das informações. Por isso, é fundamental que haja treinamento e supervisão dos entrevistadores, a fim de certificar a eficiência na aplicação da pesquisa.

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Qual é a vantagem de pesquisa de campo para as empresas?

Se você deseja testar a recepção do lançamento de um produto no mercado, ou mesmo pensa em montar um novo ponto de venda, pode aplicar a pesquisa de campo previamente para saber se essas ideias serão rentáveis.

Nesse sentido, a pesquisa de campo envolve o consumidor e recebe o nome de pesquisa de mercado, que funciona perfeitamente para tomadas de decisão.

Há também como utilizá-la para diagnósticos, como acontece quando as vendas começam a despencar sem motivo aparente. Para entender esse movimento, basta ouvir seu público-alvo e aplicar uma pesquisa de satisfação.  

Do mesmo modo, também é possível aplicar a pesquisa de campo internamente. Ou seja, é possível extrair dados da sua operação após análise minuciosa de um determinado processo.

Na indústria, por exemplo, é possível fazer a pesquisa de campo para analisar a emissão de poluentes, ou até a performance de produção de uma linha específica.

Quais são os tipos de pesquisa de campo?

Existem três principais tipos de pesquisa de campo, que variam de acordo com o objeto de estudo e a metodologia aplicada. A saber:

Pesquisa de campo Exploratória

Visa um melhor entendimento sobre o tema ou objetivo de estudo, isto é, serve para aprofundar o conhecimento do pesquisador a partir dos dados coletados. Assim, ajuda na formação de hipóteses e na identificação de problemas.

Pesquisa de campo Quantitativa-Descritiva

É o tipo de pesquisa que revela em detalhes quais são as variáveis do tema estudado. Aplicada para conferir hipóteses, avaliações subjetivas com escalonamento quantitativo, além da elaboração de testes estatísticos.

Pesquisa de campo Experimental

É a pesquisa que coloca a hipótese em teste para que observar os resultados. Assim, inclui fatores como grupos de controle, seleção de amostra probabilística e a manipulação de variáveis para controle.

4 etapas para uma pesquisa de campo eficiente

Como pudemos observar, mesmo a forma de coleta dos dados diferenciam uma pesquisa de campo da outra. Por isso, não há uma fórmula única que determina como essa investigação deve ser feita.

No entanto, há alguns passos que se enquadram bem em todas elas, e servem como um bom ponto de partida se você deseja aplicar sua própria pesquisa de campo. Vamos conhece-los:

1. Definição do que será estudado

Estabelecer o problema para análise é, naturalmente, o primeiro passo para desenvolver uma pesquisa de campo. Assim, é preciso isolar uma questão ou processo específico para que a pesquisa seja bem direcionada.  

2. Elaboração de questionários

As perguntas utilizadas no formulário devem cumprir com o objetivo da sua pesquisa de campo. Isso significa que é preciso pensar bem sobre essas questões, a fim de certificar a eficiência na aplicação da pesquisa.

Seja para o número de perguntas ou até quais termos utilizar, vale a regra do “menos é mais”. Quanto mais concisa, objetiva e rápida for sua pesquisa de campo, maiores são as chances de as pessoas engajarem com a abordagem.

O pesquisador também deve estar preparado para abordar o público-alvo. Do mesmo modo, o supervisor deve ser instruído sobre eventualidades que possam acontecer durante a aplicação, para que os devido direcionamentos sejam aplicados a tempo.

3. Coleta de dados

A coleta em si deve ser padronizada. Isto é, todos os formulários devem obedecer às regras determinadas, sem exceção. Não abreviar palavras, não pular perguntas, utilizar as palavras exatas do entrevistado e registrar todas as respostas no ato da abordagem são ações mandatórias para evitar erros.

4. Tabulação de respostas

Após a pesquisa de campo em si, é hora de interpretar os dados coletados. Assim, é preciso organizar todas as respostas colhidas de forma que faça sentido em relatórios gerenciais, isto é, um resumo objetivo das informações observadas.

Isso significa que não basta reunir todas as respostas em um só lugar para analisa-las uma a uma. Além da contagem, é importante criar gráficos, entender os percentuais e cruzar informações que sejam relevantes entre si.

Como automatizar sua pesquisa de campo?

Com tudo o que apresentamos até aqui, realizar uma pesquisa de campo de forma manual parece um desafio e tanto, não é?

De fato, um questionário de pesquisa feito à mão demanda bastante tempo para ser formulado, aplicado e contabilizado, o que também gera mais custos para o gestor e desgaste para toda a equipe.

Além de papel e caneta, há pesquisas que requerem o uso de algum dispositivo móvel, a realização de fotos ou mesmo a utilização de um GPS.

É por isso que as empresas já contam com a tecnologia para cumprir essa missão. Todo o processo ganha com a automatização. É o que acontece, por exemplo, com a aplicação de checklists online, como o Checklist Fácil.

A ferramenta permite a criação de checklists personalizados que podem ser aplicados de acordo com a necessidade da empresa. Assim, os dados são centralizados em uma única plataforma, alocada em nuvem, que garante a segurança, facilidade e agilidade da pesquisa de campo.

Afinal, é possível programar o checklist para que nenhuma pergunta deixe de ser respondida, o que diminui as chances de erro. Ademais, também é possível anexar fotos ao checklist aplicado, ou mesmo integrá-lo à localização GPS. Tudo de forma digital e sem dor de cabeça.

E não é só durante a aplicação que o Checklist Fácil otimiza esse procedimento. O software permite a análise de dados em tempo real, gerando relatórios de forma automática, auxiliando gestores na visualização dos resultados e na tomada de decisão mais rápida.

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