O que é ESG e por que essa é uma tendência empresarial?

Quem deseja se manter competitivo no mercado, precisa saber o que é ESG e, principalmente, conhecer suas ações. Neste conteúdo, você vai saber tudo sobre o tema e ver dicas para se adequar a essa tendência mundial. Vem ver!

Tempo de leitura: 7 minutos
Reunião de ESG na empresa com vários colaboradores junto à mesa

O termo ESG vem ganhando cada vez mais espaço no mundo corporativo. Isso porque investidores e consumidores estão valorizando as empresas que têm compromisso com as questões ambientais, sociais e de governança. Ou seja, que não buscam apenas o lucro – acima de tudo.

Não podemos negar que o comportamento das pessoas mudou, assim como suas exigências. Sendo assim, organizações que, de alguma forma, contribuem para o futuro do planeta e da humanidade tendem a crescer e se destacar no mercado

Mas o que é ESG, para que serve e por que é indispensável acompanhar essa tendência? Leia este conteúdo até o fim que você irá descobrir! Vamos lá!

O que é ESG?

ESG é a sigla de Environmental, Social e Governance – que podemos traduzir como “ambiental, social e de governança”

Basicamente, esse conceito foi criado para avaliar se, de fato, o seu negócio se preocupa em reduzir os impactos ambientais. Bem como em construir um mundo mais justo e aplicar as melhores práticas em termos administrativos.

A sigla é muito utilizada para abordar os investimentos que levam em consideração os critérios de sustentabilidade – e não apenas índices financeiros. 

O ESG vem ganhando destaque especialmente devido ao contexto em que vivemos. No caso, a sociedade está olhando cada vez mais para as organizações que se preocupam com o meio ambiente e com as pessoas – sejam elas colaboradores ou sociedade em geral. E mais: que realizam uma gestão transparente e responsável em meio a isso tudo.

Por conta disso, pesquisas demonstram que empresas que aderem ao conceito de ESG são mais estáveis e podem ser mais lucrativas no longo prazo. Especialmente porque os investimentos também estão sendo direcionados a isso. 

Para você ter uma ideia, um estudo da Cone Communications com os millennials – geração que tende a ser a mais volumosa no mercado de trabalho nessa década – mostrou o seguinte:

  • 64% consideram os compromissos sociais e ambientais na hora de decidir onde trabalhar;
  • 64% recusam vagas em empresas que não possuem valores de responsabilidade social em sua cultura;
  • 83% afirmam ser leais às empresas que contribuem para questões sociais e ambientais.

Ou seja: além de atrair mais investimentos e fidelizar seus clientes, ao seguir os critérios ESG a empresa passa a atrair e manter seus talentos.

Quais são os critérios do ESG?

Os critérios nada mais são do que os fatores envolvidos em cada uma das letras que compõem o ESG. Conheça mais sobre eles a seguir:

Letra E – environmental (ambiental)

A letra E se refere às práticas visando a conservação do meio ambiente. Isso significa ter preocupação em reduzir os impactos ambientais, atentando a questões como:

  • Aquecimento global;
  • Emissão de gás carbônico (CO2);
  • Poluição da água e do ar;
  • Desmatamento;
  • Biodiversidade;
  • Descarte de resíduos;
  • Uso de recursos naturais;
  • Eficiência energética.

Letra S – social

Essa letra diz respeito a forma com que as empresas se relacionam com as pessoas que fazem parte do seu universo. Sendo assim, engloba ações como:

Letra G – governance (governança)

Por fim, temos a letra G, que representa a administração da empresa – que deve estar diretamente ligada aos demais pontos acima. Logo, envolve a adoção de boas práticas de governança corporativa, como:

  • Conselho diversificado e independente;
  • Comitê de auditoria;
  • Transparência na prestação de contas;
  • Ética e combate à corrupção;
  • Responsabilidade fiscal;
  • Política de transparência de líderes.

Juntando todos os fatores acima, podemos dizer que o ESG se tornou uma referência para identificar empresas sustentáveis e que adotam medidas éticas e coesas em prol da sociedade.

Onde e quando surgiu o ESG?

Na prática, o ESG é uma ideia antiga, se considerarmos que era comum deixar de investir em empresas que desrespeitam os valores éticos e morais ainda na década de 1950. Um exemplo famoso foi o boicote generalizado às organizações que apoiavam o regime do apertheid (segregação racial), na África do Sul.

A partir de então, começaram a surgir iniciativas importantes, como o Índice Dow Jones de Sustentabilidade – o primeiro índice global de empresas que adotam essas práticas – e os Princípios para o Investimento Responsável, criado pela ONU.

Entretanto, foi apenas em 2005 que o ESG começou a tomar forma. Isso porque ele foi citado no relatório Who Cares Wins – uma iniciativa de 20 instituições financeiras e 9 países, encabeçado pela ONU.

O documento reunia recomendações e diretrizes para incluir as questões ambientais, sociais e de governança na gestão de ativos, como forma de agregar valor aos investimentos.

Apesar do termo ser utilizado desde então, apenas atualmente estamos vendo o ESG avançando com mais rapidez. Apontando, assim, que esse é um caminho sem volta para as empresas ao redor do mundo.

Para você ter uma ideia, a expectativa é que, até 2025, 57% dos ativos de fundos mútuos na Europa sejam ESG. Isso representa cerca de $7,6 trilhões de euros. É muita coisa!

Afinal, para que serve o ESG?

O principal objetivo do ESG é servir de parâmetro para a análise das empresas, tornando justamente como base os fatores ambientais, sociais e de governança que já mencionamos.

Com ele, é possível avaliar se a organização adota práticas visando o crescimento sustentável. Isto é: se, mesmo em meio a sua busca por lucratividade, contribui para um mundo melhor.

Sendo assim, não é de se surpreender que o termo tenha surgido em meio ao mercado financeiro, cujos investidores buscam direcionar seu capital para empresas mais responsáveis e comprometidas com a sociedade e a natureza.

Por este motivo, hoje, o ESG está sendo considerado uma referência importante no momento dos investimentos. E quando falamos nisso, também estamos nos referindo aos consumidores, que não deixam de ser investidores da sua marca.

Qual a importância do ESG?

Você entendeu o conceito de ESG e deve estar se perguntando: é tão importante que a minha empresa siga essa tendência? A nossa resposta para essa dúvida vai ser curta e direta: mais do que importante, é indispensável!

Isso porque muitas pessoas estão considerando esses valores na hora de decidir de qual empresa comprar – e qual apoiar. Isso vale tanto para consumidores quanto investidores, que estão revendo seus conceitos e preferindo dar suporte àqueles negócios que demonstram maior responsabilidade.

Afinal, eles não querem manchar sua reputação ou sofrer prejuízos em caso de escândalos por falta de ética ou cuidado ambiental.

Segundo dados da Global Sustainable Investment Alliance, os investimentos responsáveis representavam 36% dos ativos totais geridos do mundo em 2019. Isso representa cerca de U$31 trilhões.

Sendo assim, o ESG é importante para:

  • Sobreviver no mercado de atuação;
  • Aumentar a confiança do investidor;
  • Adquirir novos clientes, bem como fidelizá-los;
  • Fortalecer a imagem positiva da empresa;
  • Reduzir custos e desperdícios;
  • Otimizar a receita e o lucro;
  • Assegurar a transparência;
  • Ampliar a retenção e satisfação dos colaboradores.

Não podemos esquecer, ainda, que as empresas que seguem os conceitos de ESG costumam estar de acordo com as leis. Desta forma, sofrem menos risco de se envolver em multas e sanções, que poderiam impactar nos seus lucros.

E mais: elas têm a consciência de estarem fazendo a sua parte pelo meio ambiente e pela sociedade. Isso por si só é gratificante – e deveria nortear as organizações.

Qual o cenário dos investimentos ESG no Brasil?

No Brasil, podemos dizer que o ESG está caminhando a passos lentos, uma vez que ainda não é unanimidade entre as empresas, nem tem a mesma relevância, se comparado a outros países.

Entretanto, o cenário é positivo e o tema vem ganhando espaço em reuniões. Isso porque há uma demanda no mercado por aplicações mais responsáveis. Ou seja: os brasileiros estão se tornando mais conscientes – exigindo a mesma postura das suas marcas preferidas.

Logo, aos poucos, os investidores estão se engajando e cobrando posicionamento mais concreto em relação a uma série de temas, incluindo:

  • Inclusão e diversidade;
  • Mudanças climáticas;
  • Qualidade de vida dos colaboradores;
  • Ética e integridade nas relações.

Sendo assim, mesmo que as empresas não estejam no mesmo patamar que as europeias, por exemplo, o cenário não é dos mais desanimadores. Ao contrário! 

É a oportunidade de você se posicionar antes que os seus concorrentes o façam – o que pode ser uma grande vantagem competitiva!

Quais os erros mais comuns que uma empresa pode cometer sobre ESG?

O principal erro é, certamente, dizer que segue os conceitos ESG e não entregar, ou seja, prometer as ações e não cumprir. 

Esse comportamento é conhecido como “greenwashing” e nada mais é do que uma estratégia de marketing para criar uma imagem socioambiental que, na prática, não existe.

Esse tipo de posicionamento é muito arriscado do ponto de vista de negócio, uma vez que a empresa deve comprovar que cumpre com os requisitos. Sem falar que com a internet é muito fácil descobrir uma mentira, podendo causar danos sérios à marca.

Como colocar o ESG em prática? Veja exemplos de ações para a sua empresa

Se você deseja adotar essas práticas na sua empresa, mas não sabe por onde começar, separamos algumas iniciativas para cada uma das letras que compõem a sigla ESG. 

O ideal é analisar com cautela cada uma e ir incorporando aos poucos na sua cultura – até para ter uma organização mais eficiente.

Ambiental

  • Utilize materiais reciclados no dia a dia;
  • Aposte em energias limpas e renováveis, como eólica e solar;
  • Separe o seu lixo;
  • Faça a destinação correta dos resíduos;
  • Digitalize o máximo de processos, para reduzir o uso de papel e demais desperdícios.
  • Desenvolva embalagens recicláveis para o seus produtos – ou que utilizem menos plástico;
  • Promova ações de conscientização no seu time e, porque não, estenda para os moradores próximos;
  • Abrace a sustentabilidade, de fato.

Social

  • Promova o diálogo aberto entre líderes e colaboradores;
  • Realize projetos sociais com a comunidade local;
  • Adote a equidade de gênero nos cargos de gerência;
  • Faça o pareamento salarial entre homens e mulheres que possuem as mesmas atribuições;
  • Ofereça um ambiente mais agradável para que mulheres conciliem carreira e maternidade;
  • Priorize a segurança do trabalho, para evitar acidentes e doenças ocupacionais;
  • Promova ou patrocine eventos sociais e culturais – como distribuição de livros;
  • Respeite os direitos humanos acima de tudo.

Governança

  • Tenha uma hierarquia definida, com cargos e funções descritos;
  • Crie um conselho administrativo diversificado e independente, priorizando membros que não façam parte do quadro de colaboradores da empresa;
  • Contrate fornecedores íntegros, éticos e que também tenham valores direcionados ao ESG;
  • Adote um regime de auditoria transparente;
  • Respeite os acionistas minoritários;
  • Aplique uma política anticorrupção;
  • Seja transparente em suas ações, tornando públicas as informações mais relevantes.

Repense as ações da sua empresa agora mesmo!

Neste conteúdo, você viu que as práticas ESG estão ganhando cada vez mais relevância no ambiente empresarial. De fato, o chamado “capitalismo responsável” é uma tendência nada passageira, que precisa ser levada em consideração.

Sendo assim, se você deseja que o seu negócio permaneça competitivo no mercado, comece a incorporar ações de sustentabilidade, social e de governança. Comece aos poucos – mas dê o primeiro passo. Afinal, os consumidores e investidores estão exigindo essa postura.

O Checklist Fácil pode ajudá-lo a gerenciar as ações, uma vez que permite que você crie questionários específicos para suas auditorias, inspeções e checagens.

Isso significa que você pode criar checklists para segurança do trabalho, para controle de resíduos e até para controlar a emissão de CO2 dos seus veículos. Tudo de forma rápida e intuitiva, para que você se dedique ao que importa: que é se adequar ao ESG!

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Jornalista e especialista em Comunicação Empresarial. Sou apaixonada por marketing, escrever, criar e inovar - inclusive nas horas vagas.
Estefânia Martins

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