E-commerce: saiba como aumentar os lucros vendendo online

A possibilidade de alcançar mais pessoas, reduzir os custos e acessar novos mercados são alguns pontos que tornam o comércio eletrônico tão interessante.
Atualizado em: 22 de março de 2023
Tempo de leitura: 8 minutos

O e-commerce se tornou um dos modelos de negócios mais populares para comercializar produtos e serviços, e existe um “porquê” disso: a facilidade de vender para qualquer pessoa — em qualquer lugar do mundo — sem necessariamente ter um estabelecimento físico.



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Segundo uma pesquisa internacional da Insider Intelligence, o Brasil está entre os 10 países com maior expectativa de crescimento no e-commerce em todo o mundo. Em relatório, a Nuvei projeta um crescimento do setor de 20% por ano até 2026, chegando a US$ 432 bilhões.

Cada vez mais empresas e empreendedores estão apostando nesse modelo de negócio. Porém, existem empreendedores que ainda não sabem como usar o e-commerce, na prática, para vender e aumentar seus ganhos. 

Esse guia foi feito para esclarecer todas as dúvidas acerca do comércio eletrônico e mostrar, de forma simples, como é possível alcançar um maior número de clientes e garantir mais vendas através da internet.

O que é e-commerce e para que serve?

O e-commerce, ou comércio eletrônico, é um modelo de negócio que utiliza apenas da internet para vender produtos ou serviços. Ou seja, a empresa usa o ambiente virtual para expor suas mercadorias, atrair a atenção de potenciais clientes e computar as vendas realizadas online.

Como funciona o e-commerce?

O e-commerce funciona como uma grande vitrine digital. Os usuários que estão navegando pela internet podem acessar o canal escolhido pela marca para conferir todos os produtos e serviços à venda. 

Caso algum dos itens seja de seu interesse, o consumidor tem liberdade para inserir o produto que quiser no carrinho, atualizar o endereço de entrega e realizar o pagamento. Tudo em poucos cliques, por um dispositivo móvel. 

Todo o processo de compra ocorre digitalmente, sem necessidade do cliente se dirigir a um estabelecimento físico. 

História do e-commerce

A história do e-commerce iniciou em meados dos anos 90, quando a internet comercial começou a ganhar força. Na época, uma das primeiras lojas virtuais foi a Book Stacks Unlimited, criada em 1992 por Charles M. Stack, com a finalidade de vender livros pela internet. 

A Amazon, fundada em 1994 por Jeff Bezos, também começou a vender livros online e rapidamente expandiu o seu catálogo para mais variedades de produtos. A primeira grande rede de varejo a criar uma loja virtual foi a Gap, em 1995, para comercializar peças de vestuário. No mesmo ano, o eBay, atualmente um dos maiores sites do mundo para a venda e compra de bens, também começou suas operações, permitindo que qualquer pessoa vendesse ou comprasse itens na sua plataforma.

A partir desse período, o e-commerce continuou a crescer e se expandir com a popularização dos notebooks, tablets e smartphones e, hoje, é uma das principais indústrias que movimenta bilhões de dólares por ano.

Tipos de e-commerce

Atualmente, existem 7 tipos de e-commerce que formalizam a compra e venda de produtos e serviços pela internet:

  1. B2B (Business-to-Business): em que empresas vendem para outras empresas, como fornecedores, distribuidores e revendedores;
  2. B2C (Business-to-Consumer): em que empresas vendem diretamente para o consumidor final;
  3. B2E (Business-to-Employee): em que empresas vendem produtos ou serviços diretamente para seus funcionários;
  4. B2G (Business-to-Government): em que empresas vendem produtos ou serviços para os órgãos governamentais;
  5. C2B (Consumer-to-Business): em que os consumidores oferecem produtos ou serviços para as empresas;
  6. C2C (Consumer-to-Consumer): em que os consumidores vendem produtos ou serviços diretamente para outros consumidores; 
  7. G2C (Government-to-Consumer): em que o governo oferece serviços ou produtos diretamente para o consumidor final.

A escolha do e-commerce vai depender do ramo de atividade e do objetivo inicial da empresa ou do empreendedor. 

Como o e-commerce mudou o mercado?

Antes do e-commerce, os empreendedores que sonhavam em vender seus produtos e serviços só tinham uma alternativa: abrir um estabelecimento físico onde pudessem expor suas mercadorias, interagir com o cliente e fazer a comercialização.

O problema nesse modelo de negócio era que a burocracia para abrir e manter a loja limitava o sonho. Muitos não tinham recursos suficientes para alugar uma peça, iniciar as operações, investir em estratégias de marketing, nem manter um volume considerável de estoque

Porém, com o e-commerce o cenário mudou drasticamente. Entrar no mercado passou a ser muito mais simples porque na internet não é exigido um espaço físico, e o que antes exigia tempo, esforço e investimento alto, se transformou em um modelo de negócio rentável, acessível e de baixa manutenção. 

Além do empresário, o consumidor também foi impactado pelo novo modelo de comércio. A variedade de produtos e serviços online, a oferta de preços e a agilidade nos processos de compra, venda e entrega encantou os clientes, contribuindo para que mudassem comportamentos, preferências e necessidades.

E-commerce e loja virtual: qual a diferença?

E-commerce e loja virtual são termos que costumam confundir bastante porque ambos estão relacionados à internet. No entanto, existe diferença.

O termo “e-commerce” é amplo e trata da venda de produtos ou serviços pela internet, enquanto “loja virtual” se refere exclusivamente a uma plataforma online — desenvolvida sob medida para a empresa — que permite a comercialização desses itens. 

Por se tratar de um espaço, a loja virtual inclui recursos como catálogo de produtos, carrinho de compras, sistema de pagamento, entre outros. Ou seja, possui todos os componentes de uma loja normal. 

O e-commerce, por sua vez, pode incluir não apenas a loja virtual, mas também outros canais de vendas online, como, por exemplo, marketplaces, redes sociais e até mesmo aplicativos de mensagem. 

LEIA MAIS | Loja física e virtual: como integrar e aumentar as vendas

O que é a Lei do E-commerce?

Com a popularização do e-commerce, foi necessário que leis fossem aplicadas para proteger os direitos do consumidor e promover a transparência e a segurança nas transações online. 

A Lei do E-commerce, sancionada em 15 de março de 2013, funciona como uma extensão do Código de Defesa do Consumidor (CDC), só que direcionada ao universo digital. Portanto, aborda tópicos que vão desde:

  • Informações claras a respeito do produto, serviço e do fornecedor;
  • Prazo para utilização da oferta
  • Discriminação, no preço, de quaisquer despesas adicionais ou acessórias
  • Respeito ao direito de arrependimento;
  • Entre outros. 

Desde que entrou em vigor, toda empresa ou empreendedor que quiser atuar no ambiente digital, precisa seguir a Lei 7.962/2013 para regulamentar sua atividade. 

Vantagens do e-commerce

A grande vantagem do e-commerce está na possibilidade da empresa vender seus produtos para qualquer pessoa, em qualquer parte do mundo, sem precisar ter contato direto com ela. Isso significa que pode ampliar o seu alcance, garantindo retornos financeiros muito mais altos do que em uma loja tradicional.

No entanto, existem outros benefícios:  

Economia de custos

A empresa não precisa se preocupar em pagar aluguel, manter uma grande folha de funcionários ou investir em infraestrutura física. Pode fazer todo o controle e realizar as operações da sua loja virtualmente, o que minimiza os custos.

Acesso a novos mercados

Na internet não existem barreiras. A empresa pode identificar mais oportunidades de negócios, se inserir em novos mercados e alcançar um público significativo de pessoas, que antes estava limitado devido às questões geográficas.

Flexibilidade e conveniência

O comerciante pode administrar as operações da sua loja de qualquer lugar e hora, basta ter um dispositivo móvel com acesso à internet. Essa flexibilidade contribui para um gerenciamento mais ativo, que faz com que o profissional identifique gargalos e oportunidades mais rápido. 

Personalização

A empresa ou empreendedor consegue personalizar o seu modelo de negócio conforme suas demandas e necessidades. Formas de pagamento, canais de atendimento, estratégias de marketing, logística. Pode-se selecionar as opções que condizem com a real situação da loja e perfil de cliente.   

Análise de dados 

Por envolver canais digitais, o empresário também consegue monitorar métricas de mercado acerca de acessos, vendas e devoluções. Os dados são úteis para validar a assertividade das estratégias de marketing, bem como ajudar na elaboração de novas ações para aumentar as vendas e fidelizar mais clientes. 

Tendências do e-commerce

O e-commerce começou a ganhar destaque na década de 90, e desde então tem passado por uma série de repaginadas para acompanhar as mudanças ocasionadas pela tecnologia. Nesse ano, não será diferente. Abaixo, selecionamos algumas das principais tendência para o comércio eletrônico 2023:

E-commerce mobile

Com o avanço dos smartphones, espera-se que os consumidores utilizem cada vez mais dispositivos móveis para comprar e vender produtos. As empresas devem, portanto, concentrar suas estratégias em oferecer aplicativos e canais mobile para atender esse novo comportamento. 

Uso de inteligência artificial

A inteligência artificial será ainda mais usada para a coleta, analise e interpretação de dados. Os empresários poderão usar essa tecnologia para conhecer o perfil de cliente mais a fundo, entender comportamento e direcionar melhor as estratégias. A IA também vai desempenhar um papel ainda mais importante para o atendimento e pós vendas.

Personalização e experiência do usuário

Empresas e empreendedores que quiserem se destacar no ambiente digital precisarão oferecer diferenciais competitivos. Esses podem envolver personalização do atendimento, até ações estratégicas e promoções para melhorar a experiência dos usuários.

Omnichannel e integração de canais

Para otimizar os processos de compra e venda e eliminar a burocracia, empresas e empreendedores precisam eliminar barreiras que travem a experiência do cliente. Devem incorporar os diferenciais canais de comunicação, divulgação e compra para oferecer uma experiência omnichannel, ou seja, 100% integrada.

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Como criar uma estratégia de e-commerce

Uma vez que o empresário compreende que o e-commerce é uma excelente alternativa para aumentar seus ganhos, ele pode se deparar com o seguinte questionamento: “Como criar uma estratégia de e-commerce que faça o meu negócio sobressair?”

Realmente, o desafio é grande, mas não impossível. Se seguir os fundamentos abaixo, pode-se criar uma estratégia que faça sentido e que contribui para qualquer loja se destacar.

Definição de objetivos e metas

Qual será o nicho de atuação da empresa? Qual público quer atingir? O tipo de produto a ser vendido? Quais fornecedores, meios de pagamento e as principais estratégias de marketing? Quanto produto a empresa quer vender, e em quanto tempo? Quais canais serão usados para alcançar os clientes e apresentar os produtos? 

É preciso definir todas as metas e objetivos de negócio para que o empresário possa direcionar os recursos com sabedoria, e atuar da melhor forma no ambiente digital. 

Escolha da plataforma de e-commerce

Existem diversas plataformas de e-commerce disponíveis no mercado, cada uma com suas características e preços. Ao escolher a melhor plataforma, o empresário precisa optar por aquela que atenda suas reais necessidades de negócio. Também, que permita a customização e integração com outros sistemas e canais. 

Design e usabilidade da loja virtual

Muito da experiência do cliente vai depender do design e usabilidade da loja virtual. Por isso, é importante que a empresa selecione um layout que seja agradável, simples e de fácil navegabilidade. Se o usuário entrar no site e tiver dificuldade para achar um produto ou fazer o pagamento, ele vai desistir de fazer o negócio e muito provavelmente, deixará de indicar a marca para outros potenciais compradores. 

Marketing e divulgação da loja virtual

A internet é um mar de oportunidades e a empresa pode alcançar um grande número de clientes. No entanto, é preciso direcionar as estratégias do marketing e a divulgação da loja virtual, para que o público atingido seja aquele que realmente vai fazer uma compra. 

Quais canais o seu perfil de cliente acessa para se relacionar com outras marcas? Que tipo de conteúdo prefere consumir? Como essas preferências vão impactar nas suas estratégias? Qual o melhor canal para apresentar produtos e serviços? Qual o melhor canal para manter a comunicação?

Pontos de atenção para começar a fazer vendas online

Embora não seja necessariamente difícil se inserir no e-commerce, é muito importante que a empresa ou empreendedor esteja atento aos seguintes pontos:

Pagamento e segurança

A loja deve oferecer apenas opções de pagamento confiáveis, que transmitem segurança aos usuários, ao tempo que investem em medidas preventivas para resguardar todas as informações dos usuários.  

Atendimento ao cliente

A empresa deve disponibilizar diferentes canais de atendimento, para que o cliente possa esclarecer dúvidas ou pedir sugestões sempre que necessário. 

Métricas e indicadores de desempenho

A tomada de decisão precisa ser embasada em métricas e indicadores de desempenho, pois os mesmos mostram, com exatidão, o que está gerando resultado positivo ou negativo nas operações da loja. 

Gestão de estoque e logística

É necessário também que a empresa realize uma boa gestão de estoque e logística — com o apoio de ferramentas tecnológicas — para assegurar a disponibilidade dos produtos, e garantir que as mercadorias cheguem aos clientes no prazo e em perfeitas condições de uso. 

LEIA MAIS | Como fazer a gestão de estoque de uma loja virtual de forma eficiente?

Iniciar a jornada no e-commerce pode aumentar os lucros, mas é muito importante que a empresa ou o empreendedor estejam preparados para gerenciar os processos da loja com tecnologias inovadoras, como, por exemplo, o Checklist Fácil. Peça uma demonstração e entenda como a solução pode ajudar sua loja virtual no aumento de produtividade e na redução de custos.

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