Varejo e atacado: entenda as diferenças e saiba em qual investir!

Quais as principais características de varejo e atacado? A escolha de um modelo deve ser feita com cautela, pois o sucesso do empreendimento será definido pelo público-alvo, uso de tecnologia e destaque da concorrência. Entenda!

Tempo de leitura: 7 minutos
Entenda a diferença entre varejo e atacado

Quando se fala em desenvolvimento da economia brasileira, é impossível deixar as palavras varejo e atacado fora da conversa. Afinal, o setor terciário, formado por comércio e serviços, possui um histórico de imenso crescimento no país.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o valor adicionado ao Interno Bruto (PIB) pelo setor passou de 69% em 1997, para 73% em 2018 – sendo o comércio o principal responsável por esse avanço.

Ainda segundo o IBGE, via PAC 2018, a atividade comercial no país gerou R$ 3,7 trilhões de receita operacional líquida e R$ 613,5 bilhões de valor adicionado bruto. Já a quantidade de unidades locais (lojas) subiu de 1,5 milhão para 1,7 milhão em dez anos – de 2009 até os últimos dados disponíveis. Mas o que é varejo e atacado e por que eles têm tamanha importância? A gente te conta!

O que é varejo e atacado?

Empreendedores podem escolher entre diversos formatos de negócios se desejam trabalhar com vendas. E ainda: nem sempre precisam se limitar a uma única opção.

Delas, as principais são o varejo e o atacado. Isso porque elas costumam ser as opções mais escolhidas por quem pretende comercializar produtos, seja em pontos físicos ou mesmo pela internet. Vamos conhecer melhor cada um desses modelos, suas vantagens e desafios de implementação. 

O que é varejo?

Em linhas gerais, o varejo é o modelo de negócio voltado à venda direta de produtos para o consumidor final. Já ouviu falar do termo Business to Consumer (B2C)? É exatamente sobre ele que estamos nos referindo.

Assim, podemos entender que, quando há venda para o cliente final, em que os produtos são vendidos por unidade, trata-se de varejo. Nesse sentido, lojas de roupas, móveis, livrarias, mercados e até pet shops são exemplos de comércios varejistas.

Vale destacar que ainda é considerado varejo até quando existe auto atendimento, seja em pontos físicos ou online. Ou seja, mesmo quando a loja conta com sistemas “pague você mesmo”, sem atendimento de caixa.

Isso também acontece no e-commerce. Nas lojas virtuais, a compra é realizada pelo próprio cliente final, que escolhe o produto, realiza o pagamento e finaliza a compra sozinho. A essência do varejo é a venda em poucas unidades sem intermediários.

Desse modo, o varejo se resume a:

  • Consumidor final como público-alvo;
  • Venda de produtos em pequenas quantidades e por unidade;
  • Por consequência, o preço é maior;
  • Em sua maioria, trata-se de um comércio local. 

O que é atacado?

Por outro lado, o atacado é voltado à revenda de produtos, isto é, não tem como público-alvo o consumidor final, e sim aquele que irá vender a mercadoria para ele. Por isso, a maior característica do atacado é justamente a venda em maiores quantidades (de vários itens iguais), destinadas a revendedores e outras empresas.

Nesse sentido, podemos usar como exemplo uma peça de roupa. No varejo, o consumidor final vai até a loja física ou virtual e busca por algumas unidades do item de vestuário que está procurando. Vai encontrar diversas marcas, cores, modelos e preços.

Pode adquirir mais de um item, segundo suas preferências e necessidades, mas dificilmente comprará inúmeras peças iguais, já que sua compra é motivada para uso próprio ou de familiares e amigos.

Já no atacado, quem compra são empresas de pequeno e médio porte. Portanto, no exemplo da peça de roupa, o comprador adquire grandes quantidades do mesmo item de vestuário, com a intenção de revendê-las em sua loja, podendo até fazer encomendas de caixas fechadas com dezenas de peças idênticas.

Devido a esse grande volume de produtos e por serem adquiridos diretamente das fábricas ou por meio de representantes, é característica do atacado trazer preços mais baixos do que os repassados ao consumidor final, no varejo. O valor unitário da peça é reduzido para que o lojista tenha maior margem de lucro ao comprar no atacado.

Assim, podemos concluir que o atacado possui linhas gerais bem definidas. A saber:

  • Pessoas jurídicas e varejistas são o público-alvo;
  • As vendas acontecem em grandes quantidades;
  • Por isso, os preços são mais baixos, ampliando a margem de lucro para varejistas;
  • Pode atender aos comércios municipais, estaduais ou até nacionais.

Qual a diferença entre varejo e atacado?

Agora que já definimos os conceitos de varejo e atacado, fica bem mais fácil entender as diferenças desses dois tipos de comércio, na prática. 

O varejo é aquele que estamos mais acostumados no nosso dia a dia, ou seja, onde as pessoas compram para consumo próprio.O atacado, por outro lado, age como um distribuidor, em que as vendas são feitas para outros comerciantes. 

Claro que há atacadistas que permitem que pessoas físicas também façam compras de seus produtos, tal como pessoas jurídicas e varejistas. Porém, na maioria das vezes, exige que haja uma quantidade mínima de itens. 

Diferentes formas de comércio de varejo e atacado

Com a evolução da tecnologia, bem como o crescimento do comércio em si, essas modalidades passaram a ter características ainda mais amplas, que podem confundir o empreendedor que deseja decidir entre um negócio e outro. 

Por isso, reunimos algumas atuações práticas de varejo e atacado que acontecem nos dias de hoje para além do tradicional, bem como seus fundamentos: 

Varejo no e-commerce

Como falamos, as lojas virtuais também se enquadram na categoria varejista, e os números só tendem a crescer, principalmente com os adventos relacionados à pandemia do coronavírus, que colocou o país sob regimes de quarentena e distanciamento social.

Em números, esse período impulsionou o faturamento do varejo digital em 56,8% de janeiro a agosto de 2020. O e-commerce brasileiro faturou 56,8% a mais nos oito primeiros meses de 2020, em comparação com igual período de 2019. Os dados são do Movimento Compre&Confie, em parceria com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm).

Com a tendência dos novos padrões de consumo, é possível concluir que as vendas online representam uma fortíssima estrutura estratégica para o empreendedor varejista. Enquanto no varejo físico é preciso escolher um ponto de venda ideal, o ambiente digital requer que o empreendedor esteja sempre conectado.

Ele pode optar por trabalhar com loja digital própria, ou via marketplace (que agem como grandes shoppings virtuais que conectam varejistas ao consumidor final). Ou, então, o empreendedor pode até escolher os dois formatos. Por que não? 

Varejo híbrido

Além das vendas em loja física e virtual, também é possível se planejar para o varejo omnichannel, em que o varejista trabalha com pontos físicos e virtuais totalmente integrados. Isso significaria, por exemplo, que o consumidor pode comprar um item pelo site, mas retirar na loja, e vice-versa.

Assim, as informações estão todas assimiladas, com foco na maior comodidade e preferência de compra do cliente. 

Atacarejo

O empreendedor que está pesquisando sobre varejo já pode ter visto ou ouvido essa expressão popular em algum lugar. O termo se refere à mistura de atacado e varejo, o que resulta em um modelo de negócio que atende tanto o consumidor final quanto pequenos varejistas.

Assim, o atacarejo é o local que vende produtos em grandes e pequenas quantidades. Quanto mais se compra, menos se paga. Do mesmo modo, quanto menor a quantidade de produtos adquiridos, maior é o preço.

O atacarejo tem como características principais uma estrutura mais rústica. Em mercados, por exemplo, os prédios têm formato de grandes armazéns ou galpões, dispondo de amplo espaço para circulação de clientes e máquinas.

Dessa forma, gastos que trariam maior conforto ao cliente final podem ser cortados, pois é como se ele estivesse comprando tal como uma pessoa jurídica. Em vez de gôndolas, são utilizados porta-paletes, o que simplifica a estocagem e facilita a movimentação de empilhadeiras.

Entretanto, não são lojas facilmente encontradas em grandes centros e apresentam um quadro reduzido de funcionários, pois o atendimento ao cliente não é realizado da mesma maneira que em lojas comuns. No caso, utilizam o conceito de atacado de autosserviço, também conhecido como cash and carry.

O público-alvo do atacarejo são justamente pessoas que buscam pelo melhor custo-benefício em suas aquisições. Afinal, compras nesse tipo de comércio tendem a ser mais rápidas. Por isso, o negócio costuma atrair famílias grandes, que compram em grandes quantidades e dividem o valor pago. 

Atacado no e-commerce

Engana-se quem acredita que as lojas virtuais são canais exclusivos dos varejistas. Assim como eles, os atacadistas também podem comercializar seus produtos via online. A premissa é a mesma: a pessoa jurídica entra no site ou app e faz o pedido, que deve seguir as quantidades mínimas de compra estipuladas pela atacadista.

É uma boa opção para garantir diversidade aos varejistas, que podem adquirir produtos de atacadistas e fabricantes de outras cidades ou estados, por exemplo. E essa diversidade de produtos pode representar grande distinção entre a concorrência local.

Vantagens e desvantagens de varejo e atacado

Como falamos, o varejo e o atacado são de extrema importância para a economia. Além de empregar milhares de brasileiros, têm forte impacto no PIB e impulsionam o empreendedorismo no país.

No varejo, a principal vantagem é o desempenho do setor. Afinal, é a principal forma de aquisição de produtos pelo consumidor final. Se a estratégia de negócio está bem definida, com tamanho da empresa, público-alvo, qualidade do produto, marketing e gestão financeira estruturados, a geração de receita é certa.

Por seu funcionamento, o modelo também permite um número de clientes e de vendas maior. Além disso, como a venda é direta ao cliente final, um valor maior pode ser cobrado por mercadoria, o que aumenta a margem de lucro para o empresário.

Isso significa que, para optar por esse modelo de negócio, o empreendedor precisa planejar antecipadamente e buscar fornecedores. Além disso, deve escolher um bom ponto de venda (ou criar um digitalmente) e mantê-lo sempre atrativo aos olhos de quem passa por aquele lugar, ou mesmo presente em campanhas de publicidade digitais – para os que optam pelo e-commerce.

E o atacado?

No atacado, um dos maiores benefícios são as relações comerciais mais duradouras entre a empresa e seus clientes, o que facilita as previsões financeiras e aumenta a segurança sobre o faturamento. Além disso, o ticket médio tende a ser mais elevado, uma vez que as transações envolvem um volume maior de mercadorias.

Também não é preciso se preocupar na atratividade do ponto de venda, o que diminui as despesas com arquitetura, mobiliário e marketing, por exemplo. No entanto, como o volume de clientes é menor do que no varejo, é preciso investir em métodos de fidelização do consumidor.

Em resumo, tanto varejo como atacado são opções vantajosas para quem está pensando em começar o próprio negócio, e isso pode variar sobre o perfil de cada empreendedor, do produto que deseja vender, área de atuação e até conhecimento de mercado. 

Importância da tecnologia no varejo e atacado

O varejo e o atacado estão intimamente ligados ao avanço da tecnologia. Afinal, como grandes métodos de compra e venda, é imprescindível que, para a sobrevivência dos negócios e adaptação das principais tendências, os empresários invistam em tecnologia.

A grande maioria utiliza softwares especializados, que automatizam etapas importantes da operação, tornando-as mais ágeis, assertivas e, portanto, menos onerosas. Uma vez que dispensam retrabalhos e evitam lentidão – muito comuns em processos executados de forma manual.

A organização de um estoque, por exemplo, passa a ser muito mais eficiente com um sistema de localização e armazenagem via código de barras. Do mesmo modo, um sistema de checklist online para controle de estoque permite saber com exatidão quais mercadorias são mais movimentadas, bem como qual a frequência de reposição por período.

Assim, é possível prevenir as perdas de produtos, identificar o que está causando gargalos e implementar políticas de melhorias no setor.

Além do aumento da produtividade gerado pela gestão de processos como um todo, um software também ajuda na gestão de pessoas. Ainda sobre o checklist online, a administração dos recursos humanos também pode ser otimizada com o uso da ferramenta. Atuando, inclusive, de forma integrada com a segurança do trabalho, ao implementar e seguir normas no ambiente de trabalho.

Nesse sentido, a tecnologia age como uma facilitadora para uma gestão financeira mais ajustada, e garante que as decisões sejam mais acertadas, uma vez que são extraídas de dados concretos da operação, em tempo real.

E aí: vai optar pelo atacado ou varejo? Se quer começar em algum dos ramos ou já atua no comércio e deseja saber na prática como a tecnologia é capaz de melhorar o seu dia a dia, agende uma demonstração do Checklist fácil.

Especialista na solução Checklist Fácil, procuro colocar em cada conteúdo minha experiência e conhecimento. Assim, ajudo as empresas e seus colaboradores a terem mais qualidade e eficiência no trabalho.
Luciana Silva

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