O que é plano de manutenção e como criar um na minha empresa?

Um plano de manutenção é uma espécie de programação que define quando e quem deve realizar vistorias nos equipamentos. O que algumas pessoas não sabem é que ele é capaz de reduzir custos e elevar a produtividade. Quer saber por que e como criar um? Continue com a gente!

Tempo de leitura: 4 minutos
Profissional seguindo o plano de manutenção

Contar com um plano de manutenção é importante para empresas de qualquer porte. Isso porque ele influencia diretamente no tempo de inatividade de equipamentos e, consequentemente, na produtividade como um todo.

Um dos maiores gargalos financeiros das indústrias recai sobre a manutenção. Quando ela não é feita de forma preventiva, costuma requerer um alto investimento. Afinal, arrumar um maquinário estragado sai mais caro do que promover melhorias e trocar uma peça ou outra, não é mesmo?

Mas o que, de fato, é um plano de manutenção e quais as outras vantagens que ele oferece para um negócio? E mais: como criar um de forma eficiente? Tudo isso nós iremos esclarecer neste conteúdo. Continue conosco!

Afinal, o que é um plano de manutenção?

O plano de manutenção é uma espécie de programação ou agenda em que é definido um roteiro de execução de manutenção. A definição deste plano passa pela escolha da postura que a empresa irá adotar, ou seja, se irá atuar de forma preventiva ou emergencial.

Geralmente, esse planejamento é adotado visando atuar de forma programada. Com isso, evita-se chegar ao ponto de ser necessário realizar um reparo de defeito ou avaria mais grave.

No plano de manutenção, devem ser definidos alguns pontos principais, como:

  • Prazos;
  • Responsáveis;
  • Atividades de checagem;
  • Materiais ou ferramentas necessários.

Com essa organização, é possível prolongar o estado de conservação dos maquinários. E, desta forma, garantir o seu funcionamento adequado, preservando a saúde das pessoas que os utilizam.

A importância do plano de manutenção, porém, não para por aí. Este é o assunto do nosso próximo tópico!

Para que serve o plano de manutenção?

Para responder essa pergunta, antes é preciso mostrar o que ocorre quando não há uma programação adequada de manutenção. Neste caso, tudo é realizado de forma corretiva e emergencial, uma vez que não há um controle sobre a qualidade e vida útil dos equipamentos.

Consequentemente, a tendência é que eleve a frequência de falhas, assim como os custos com manutenção e inatividade dos aparelhos.

Em contrapartida, quando a empresa conta com um plano de manutenção delineado, os equipamentos tendem a apresentar menos problemas. Afinal, são estipulados prazos para que sejam analisados e, quando necessário, ajustados.

Com isso, esse planejamento oferece como principais benefícios:

  • Redução na quantidade de falhas, defeitos e no tempo de inatividade dos equipamentos;
  • Aumento da vida útil dos maquinários, uma vez que eles têm menos desgaste;
  • Maior segurança no trabalho, reduzindo a ocorrência de acidentes;
  • Elevação da produtividade;
  • Eficiência energética;
  • Maior previsibilidade nos custos com manutenção;
  • Elevação da capacidade de resolver os problemas operacionais.
  • Otimização de prazos e entrega de produtos, pois evita-se ter que parar a produção por falhas em equipamentos;
  • Redução nos custos com manutenção a longo prazo.

Passo a passo para criar um plano de manutenção

Agora que você viu a importância do plano de manutenção, deve estar se perguntando: como eu crio um para a minha empresa? A seguir, vamos mostrar os principais passos para realizar essa tarefa:

1. Levantamento das informações

Essa etapa também é conhecida como inventário de máquinas e equipamentos. Ela consiste em realizar um levantamento de todos os aparelhos, histórico de troca de peças, tempo de uso e ocorrências – entre outros dados.

Esse mapeamento é importante porque permite obter e registrar informações que irão direcionar todo o planejamento. Além disso, ele favorece a aplicação de planos de ação mais assertivos, uma vez que amplia o conhecimento sobre a infraestrutura.

O ideal, ainda, é que esse levantamento seja realizado periodicamente. Com isso, é possível desenvolver estatísticas e, assim, perceber padrões. Tornando viável, assim, adotar uma postura preventiva e eficiente.

2. Criação de um checklist de manutenção

Após a análise do cenário, é hora de organizar o processo em si. Para isso, um passo importante envolve a definição do tipo de manutenção que será realizado. Ou seja, se o foco será na prevenção ou correção.

Em seguida, deve-se fazer um checklist de manutenção, a fim de criar um procedimento de análise e inspeção. É possível, inclusive, desenvolver mais de um checklist, dependendo do objetivo ou área a ser analisada, como:

  • Mecânica;
  • Elétrica;
  • Lubrificação;
  • Segurança.

Com essa ferramenta, cada ação realizada deve ser registrada, mantendo um histórico. Além disso, é possível agendar futuras inspeções, com datas e responsáveis. Fortalecendo, portanto, ainda mais o plano de manutenção.

3. Verificação de custos

De nada adianta criar um plano de manutenção se não for viável colocá-lo em prática. Logo, é importante fazer um levantamento dos custos e do orçamento disponível. É preciso prever, por exemplo:

  • Quantidade de pessoas dedicadas a sua execução;
  • Ferramentas e insumos necessários para os reparos;
  • Softwares úteis para o controle;
  • Encargos trabalhistas.

Mesmo que, inicialmente, os gastos excedam o esperado pela empresa, ela tem tempo hábil para se organizar ou então realizar ajustes no planejamento.

Com isso, garante que, no momento em que ele for aprovado, será devidamente seguido – mesmo que ao longo do caminho sejam realizadas melhorias.

4. Treinamento da equipe

Outro passo indispensável para colocar o plano de manutenção em prática envolve a capacitação dos colaboradores. Aqui, não estamos abordando apenas a parte técnica, mas também conceitual. Isso porque eles devem entender a importância de segui-lo, especialmente no que tange a sua própria produtividade.

Mesmo quem já está acostumado a realizar esse tipo de atividade deve passar por uma reciclagem. Afinal, é preciso se adaptar à nova sistemática e garantir o máximo de eficiência.

Passado essa etapa, é possível colocar em prática o plano de manutenção. Lembrando que ele deve ser atualizado a cada nova aquisição.

5. Acompanhamento dos indicadores

Por fim, é essencial acompanhar o andamento das manutenções propriamente ditas. Para isso, os responsáveis devem selecionar e acompanhar alguns indicadores que consideram mais importantes, como:

Uma forma eficiente de controlar esses indicadores é adotando um checklist eletrônico. Além de permitir o registro dos dados, ele facilita a geração de relatórios e gráficos. Favorecendo, assim, uma avaliação precisa sobre a eficácia do plano de manutenção. 

O Checklist Fácil é uma solução líder na América Latina. Com ele, você customiza os checklists de acordo com a necessidade da empresa, agenda a realização das vistorias e muito mais.

Solicite uma demonstração gratuita agora mesmo!

Estefânia Martins

Posts Relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *