O que é e qual a importância da segurança de alimentos?

A segurança de alimentos envolve um conjunto de práticas que previnem riscos de contaminação e, assim, garantem a qualidade dos produtos comercializados. Quer saber mais sobre ela, sua importância e como colocá-la em prática? Continue com a gente!

ícone autor blogpost Estefânia Martins ícone data de postagem e atualização19/11/2020 ícone data de postagem e atualização24/11/2020 ícone comentários0 comentários ícone categoria principal Controle de Qualidade ícone tempo de leitura 4 minutos
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A segurança de alimentos é uma iniciativa que garante a integridade dos produtos que chegam à mesa dos consumidores. Logo, as empresas devem adotar um controle rígido visando a manutenção da saúde em geral – e não apenas pensando no cumprimento das leis. 

Diferentemente do que muitas pessoas acham, o termo não possui o mesmo significado de segurança alimentar. Esta última está relacionada mais à democratização do acesso a alimentos nutritivos e saudáveis.

Mas afinal, o que é segurança de alimentos e qual a sua importância? E mais: como garanti-la, na prática? Continue a leitura que iremos esclarecer esses e outros pontos para você!   

O que é segurança de alimentos?

O termo “segurança de alimentos” vem da expressão em inglês “food safety”. Ele está relacionado a um conjunto de práticas que previnem a contaminação dos alimentos, garantindo a qualidade dos produtos comercializados

A intenção por trás dela é se certificar de que os alimentos são efetivamente saudáveis. Ou seja, isentos de agentes químicos, biológicos e físicos que poderiam causar danos à saúde e/ou integridade do consumidor.

Ao adotar um programa eficiente de controle de qualidade, a empresa consegue manter as boas práticas de segurança dos alimentos em toda a sua cadeia produtiva. Com isso, consegue evitar eventuais problemas que podem prejudicar a reputação da marca.

Desta forma, para que seja efetivo, deve abranger desde as etapas de manipulação e preparo até o consumo dos itens propriamente dito. 

Mas quem deve adotar um controle rígido sobre a segurança de alimentos? Desde o agricultor e a indústria alimentícia até os restaurantes e lanchonetes. 

Qual a diferença entre segurança de alimentos e segurança alimentar?

Como mencionamos, é comum que as pessoas confundam os dois termos. Porém, na prática, os conceitos são bem distintos.

Enquanto a segurança de alimentos tem a intenção de garantir a qualidade naquilo que é comercializado e consumido, a segurança alimentar está diretamente vinculada a políticas públicas

Advinda do termo em inglês “food security”, sua intenção é garantir que todas as pessoas tenham acesso a alimentos. Estes devem possuir qualidade nutricional e ser na quantidade adequada para uma vida saudável e ativa. 

Sendo assim, no conceito de segurança alimentar, todos têm o direito a cultivar, produzir ou adquirir os produtos desejados – sejam eles de origem vegetal ou animal.

Qual a relação entre segurança de alimentos e ISO 22000:2018?

A certificação ISO 22000:2018 é uma norma internacional que abrange todos os processos envolvidos na cadeia alimentar, desde a colheita até a mesa. Seu intuito é definir padrões de trabalho visando justamente a segurança de alimentos. 

Ela especifica as ações que devem ser adotadas no dia a dia e incorpora elementos de Boas Práticas de Fabricação (BPF) e Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC).

Quando foi criado, a ISO 22000 tinha como objetivo unificar diferentes normas. Com isso, desenvolveu um conjunto de requisitos de fácil compreensão, simples aplicação e, acima de tudo, reconhecido no mundo todo.

Desta forma, passou a ser utilizado por todas as organizações envolvidas na cadeia de suprimentos, incluindo:

  • Fazenda produtora de matéria-prima;
  • Serviço de fornecimento de alimentos;
  • Empresa responsável pelo processamento e armazenamento dos alimentos;
  • Varejo.

Além disso, quando adotado de forma global, melhora a gestão como um todo, facilitando o processo de segurança de alimentos.

Por que é importante contar com uma política rígida de segurança de alimentos?

Ao adotar a ISO 22000 e, consequentemente, seguir as boas práticas durante o manuseio dos alimentos, a organização passa a oferecer um produto seguro. Ou seja, que não oferece riscos à saúde das pessoas.

Consequentemente, isso favorece à confiabilidade e credibilidade que se tem com a marca. Isso é importante não apenas pensando no consumidor, mas também frente aos fornecedores e demais envolvidos no processo.

É importante destacar que garantir a qualidade e segurança de alimentos engloba uma série de atitudes e fatores. São estes que vão preservar as características nutricionais e sanitárias dos produtos disponibilizados.

Como garantir a segurança de alimentos na prática?

Existem algumas boas práticas que as organizações devem seguir para, assim, garantirem a segurança de alimentos. Conheça as principais:

1. Conhecimento sobre a legislação

É essencial conhecer a fundo as legislações sanitárias nacionais e internacionais direcionadas ao tipo de alimento que é produzido. Ou seja, além de seguir as regras gerais, é preciso estudar as especificidades do segmento.

Além disso, é preciso ficar sempre atento às atualizações publicadas pela ANVISA. Afinal, existem situações, como o que ocorreu com a pandemia do Coronavírus, em que foi necessário redobrar as ações sanitárias. E, portanto, todos precisaram se adequar às normas vigentes.

2. Implantação de processos claros

Com o conhecimento acerca da lei, deve-se implantar programas e processos que garantam a qualidade e segurança dos alimentos. Afinal, somente assim é possível fazer com que apenas os produtos seguros sejam comercializados.

Após isso, o monitoramento constante da operação deve se tornar periódico. Com isso, os processos se mantêm dentro da conformidade, além de permitir realizar melhorias constantes.

3. Treinamento dos colaboradores

Todos os profissionais, desde gerentes a funcionários de ponta, devem conhecer os processos e pontos críticos de controle. Isso faz com que o cuidado se torne parte da cultura da organização. Garantindo, assim, que os procedimentos estabelecidos sejam seguidos de forma integral.

Além disso, esse conhecimento faz com que passem a atuar de forma preventiva, evitando falhas e perda de qualidade nos alimentos antes de chegar ao consumidor final.

4. Padrão de qualidade como vantagem competitiva

No momento em que as regras são seguidas e o padrão de qualidade é adquirido em todo o processo de fabricação, é hora de apresentá-los aos consumidores. Isto é: usar a segurança de alimentos a favor da marca.

Cada vez mais, essa preocupação com o que se vende influencia na decisão de compra do consumidor. Portanto, não deixe de explicitar que, de fato, seus processos foram melhorados visando garantir a sua saúde da população.

Independentemente dos processos adotados e do tipo de organização, a segurança dos alimentos deve ser vista como prioridade. Logo, é essencial entender as leis e criar um checklist com os pontos que precisam ser melhorados e, posteriormente, controlados.

O Checklist Fácil pode ajudar nesse processo de análise e padronização. Isso porque automatiza e otimiza a realização de checklists nas empresas. 

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