Indústria automobilística: conheça os maiores desafios e tendências do setor

Preparamos um conteúdo especial para você entender a importância da indústria automobilística no Brasil. Nele, mostramos de que forma as tecnologias estão impactando o dia a dia do chão de fábrica, bem como as principais tendências. Continue a leitura e saiba mais!

Tempo de leitura: 8 minutos
Profissionais atuando na indústria automobilística

A indústria automobilística é a responsável pela fabricação dos veículos automotores que rodam nas ruas de todo o mundo.

Reconhecida internacionalmente por sua importância na geração de empregos e no giro da economia de vários países, ela está, atualmente, diante de inúmeros desafios. Como as questões envolvendo a mobilidade urbana.

Além disso, as tendências de novas tecnologias, que exigem grandes investimentos, também tiram o sono dos gestores desse setor.  Logo, para entender em detalhes como tudo isso está impactando no dia a dia da indústria automobilística, preparamos este conteúdo especial para você. Boa leitura!

O que é indústria automobilística? 

Indústria automobilística ou automotiva é aquela que se dedica à produção de veículos automotores para deslocamento de pessoas, animais e mercadorias.

Desde que Henry Ford fundou a Ford Motor Company, em 1903, essa indústria vem sendo responsável pela fabricação de veículos em massa. Trabalhando desde o projeto, o desenvolvimento, a fabricação e a propaganda até a comercialização desses bens duráveis.

De acordo com a Resolução nº 396 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), publicada em 13 de dezembro de 2011, os veículos podem ser classificados como leves e pesados.

Entre os leves estão os carros, SUVs, motos, utilitários e pick-ups com peso máximo (bruto) de 3.500 kg. Já os veículos pesados, podemos citar caminhões, tratores de rodas, ônibus, micro-ônibus, motor-casa, entre outros.

Inicialmente, a indústria automobilística empregava um grande número de operários. Para se ter uma ideia, no início de 1929 ela chegou a contar com 128 mil pessoas. Porém, com o avanço da automação, esse tipo de indústria começou a utilizar robôs para executar parte das tarefas nas linhas de montagem.

Essa decisão foi tomada visando reduzir acidentes de trabalho, diminuir custos com mão de obra e aumentar a produtividade.

O excelente resultado alcançado com essa automação fez com que a indústria automobilística fosse impulsionada a usar cada vez mais tecnologia na fabricação de seus produtos. Com isso, passou a ganhar ainda mais eficiência e segurança em sua operação.

Essa tecnologia, porém, não foi utilizada apenas nessa questão de processos. Isto é, passou a ser incluída também nos veículos. Estes, com o avanço da digitalização, precisaram oferecer maior tecnologia embarcada. Visando, assim, garantir mais conforto, facilidade e conectividade com os gadgets atuais.

Isso faz com que a indústria automobilística invista, cada vez mais, na aplicação de tecnologias avançadas desde a concepção do veículo até produto final.

Como a indústria automobilística funciona? 

Atualmente, a base da indústria automobilística é a automação. De acordo com a Revista Quatro Rodas, 70% das atividades são executadas por robôs.

Desta forma, a maioria das montadoras atua dentro das prerrogativas da indústria 4.0. Esta conta com avançada tecnologia desde a manufatura até os processos de gestão.

Com a ajuda de máquinas e sistemas, em harmonia com o raciocínio humano, essas fábricas buscam a eficiência total. Algumas chegam a produzir até 60 automóveis por hora. Sendo que, um carro leve, costumava demorar 1 dia para ser finalizado.

A primeira etapa da manufatura é a que conta com maior número de robôs. Isso porque ela exige mais tarefas de soldagem – e eles têm maior capacidade de alcançar pontos de difícil acesso.

Já a última, que envolve muitos detalhes de mecânica e tapeçaria, é feita por humanos.

Para tudo funcionar de forma perfeita, é preciso um controle rigoroso das atividades e do tempo em que são executadas. Aém de contar com o comprometimento dos fornecedores dos componentes, para que cumpram os prazos estipulados, sem atrasos.

Assim, algumas indústrias de automóveis chegam a trabalhar 18 horas por dia. Para, desta forma, cumprir as 8 etapas básicas da fabricação: 

  1. Estamparia; 
  2. Estruturação; 
  3. Funilaria;
  4. Pintura;
  5. Aplicação das portas;
  6. Motor;
  7. Montagem;
  8. Carro pronto.

Em cada etapa, a sintonia homem-máquina precisa ser perfeita. Enquanto os robôs fazem cerca de 5 mil soldas para um automóvel ficar pronto, cabe às pessoas realizar a inspeção, cuidando dos detalhes.

Hoje, além de administrar todas essas fases, a indústria automobilística precisa estar atenta ao mercado, que vem se transformando rapidamente.

Por isso, demanda cada vez mais tecnologias para agir “just in time”. O que requer a contratação de soluções em TI que agilizem processos. Bem como de profissionais especializados, que tragam conhecimentos em programação e sistemas. 

Como foi a implantação da indústria automobilística no Brasil? 

A indústria automobilística no Brasil iniciou em 1919, com o primeiro escritório da Ford no país. A partir de peças importadas, a marca montava o Ford T, conhecido popularmente como Ford Bigode.

Com o início da Segunda Guerra Mundial, porém, a importação dessas peças precisou parar. E, portanto, a indústria automobilística estagnou.

Entretanto, no governo de Getúlio Vargas, foi proibida a importação de veículos montados. Bem como imposta altas taxas para as peças. Devido a isso, surgiu a CSN – Companhia Siderúrgica Nacional, com o objetivo de fabricar matérias-primas para os automóveis, como chapas, barras e peças de ferro e aço.

Assim, para se ter uma ideia, na década de 50, o Romi-Isetta já tinha 70% das suas peças produzidas no Brasil.

Em 1956, com o surgimento da FNM (Fábrica Nacional de Motores) e da alemã Vemag, os brasileiros passaram a ter carros totalmente nacionais. Embora fossem modelos licenciados de carros baratos vendidos na Europa e dos Estados Unidos.

Já em 1959, a Volkswagen inaugurou a que seria a maior montadora do país por décadas, em São Bernardo do Campo.

Mas, foi só no início dos anos 70 que o Brasil se industrializou, atingindo níveis mais próximos aos grandes países. Contando com a presença, por exemplo, de marcas como Ford, GM, Chevrolet e Fiat.

Os anos 90, porém, foi um dos grandes marcos para esse setor. Isso porque ele precisou se atualizar, após passar o período da Ditadura Militar, cujos carros nacionais eram produzidos com tecnologias obsoletas.

E, assim, chegamos aos anos 2000, em que a automação começou a invadir esse chão de fábrica. Hoje, cerca de 20 empresas atuam no setor.

Qual o papel da indústria automobilística na economia do país? 

A indústria automobilística tem um papel estratégico na economia brasileira. Isso se deve a sua longa cadeia de produção. Que vai da fabricação de peças às concessionárias e oficinas, que ajudam na criação de milhares de empregos.

Por ter sido um dos primeiros setores a adotar a automação, passou a receber uma série de incentivos para produzir e vender mais. Visando, com isso, mitigar o impacto da perda de vagas de trabalho para os robôs.

Com a pandemia de Covid-19, que iniciou em março de 2020 no país, essa indústria sofreu um baque significativo. Chegando a registrar perdas por 10 meses consecutivos. No final do ano, até apresentou um certo crescimento. Mas, muito abaixo do esperado.

Segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA), 2020 apresentou uma retração de venda de 40%, em comparação com 2019. O que impactou diretamente o PIB do país.

Outro impacto foi o fechamento das fábricas da Ford no país. Isso gerou um alto número de desempregados, além de dúvidas quanto à manutenção das concessionárias da marca.

Observando as tendências da indústria automobilística mundial, a revolução na mobilidade urbana também vai repercutir diretamente nos números deste setor.

Nos últimos anos, a mudança de hábitos dos usuários exige que as grandes indústrias revejam sua cultura corporativa.  Especialmente porque é preciso contornar a tendência do veículo compartilhado – devido ao avanço dos aplicativos de transporte.

Para o presidente da ANFAVEA, Luiz Carlos Moraes, em entrevista à Isto é Dinheiro, a indústria automobilística não irá mais produzir só veículos.

Ela passará a ser também prestadora de serviços de mobilidade. Tornando necessária uma mudança importante nos planos de negócio destas empresas, impactando o mercado como um todo.

Conheça as principais tendências no setor automobilístico 

O cenário que estamos vivendo atualmente é crucial para a indústria automobilística. Além de todas as tecnologias adotadas nas plantas fabris, as montadoras estão sendo pressionadas por uma série de tendências.

Entre elas, estão:

Os softwares embarcados em cada veículo precisam ser constantemente atualizados. Para que, assim, se tornem cada vez mais inteligentes, autônomos e seguros, e atendam às demandas dos usuários. É o mesmo cenário que vemos com os smartphones.

A diferença é que esses softwares precisam ser ainda mais perfeitos. Isso porque, se a atualização de um sistema operacional de um smartphone não funcionar adequadamente, o máximo que poderá acontecer é você perder algumas ligações e apps. Mas, se ocorrer do veículo apresentar defeito, poderá se descontrolar e causar acidentes fatais.

Tendo isso em mente, as indústrias automobilísticas precisaram tomar uma decisão estratégica. Ou absorvem o desenvolvimento dos softwares internamente, contratando equipes altamente especializadas, a partir de altos investimentos. Ou fecham parcerias com empresas que já vem desenvolvendo essas tecnologias, como Tesla e Google.

Confira a seguir as principais tendências do setor:

Inteligência Artificial (AI) na indústria automobilística

Como já vimos, os robôs fazem parte das linhas de montagem há algum tempo.

O que diferere é que, agora, a tendência é que deixem de fazer apenas tarefas “operacionais”. Tornando-se responsáveis por entregar dados em sistemas e planilhas, enviar e-mails e aprimorar o processo de comunicação com demais setores.

O RPA, sigla de Robotic Process Automation (Automação de Processos Robóticos) chegou para auxiliar nas tarefas administrativas. Melhorando a assertividade dos dados e facilitando a gestão dessas indústrias.

A conectividade através da Internet das Coisas (IoT) 

Cada vez mais, a indústria automobilística precisa inserir chips, microcomputadores, sensores e softwares que conectem o veículo aos demais gadgets do usuário.

Eles permitem que o veículo interaja com o proprietário. Fornecendo, assim, dados importantes para a sua manutenção. Informando desde o momento de abastecer até o status sobre o filtro do ar-condicionado ou o pagamento de impostos.

E mais: podem apontar o uso inadequado de freios, de câmbio e da aceleração, por exemplo. Ou então comunicar uma necessidade de recall para troca de peças.

Outrossim, esses dados abastecem o banco de informações das montadoras e concessionárias. Que conseguem acompanhar se o veículo está apresentando a performance esperada.

Automóveis elétricos

Outra questão que vem pressionando o setor automotivo é a tendência do fim do motor à combustão. Acredita-se que isso irá ocorrer dentro de 20 a 30 anos em alguns países, devido à pressão mundial por tecnologias que sejam menos poluentes.

No Brasil, ainda não há incentivos para fabricação dos carros elétricos ou híbridos. Mesmo assim, algumas empresas já estão planejando o lançamento e a produção em larga escala.

Uma grande dificuldade desses veículos é a questão da durabilidade da bateria. No caso, eles precisam carregar com mais frequência. Logo, não são, ainda, atrativos para quem deseja rodar alguns quilômetros a mais.

Por outro lado, a sustentabilidade está cada vez mais na pauta dos consumidores. Que veem nesses automóveis a solução para diminuir a poluição e se livrar da exploração de recursos minerais como combustível. 

Carros autônomos

Parece até cena de filme de ficção científica. Mas, para a indústria automobilística, os carros autônomos estão saindo do papel para a realidade.

Quase todas as grandes corporações do setor estão na corrida para desenvolver o carro que não precisa mais de motorista. Além delas, empresas gigantes de tecnologia e serviços de mobilidade, como Tesla, Google, Uber e Alphabet, já estão com projetos bem avançados.

O objetivo é reduzir os acidentes de trânsito e dar mais tempo para o motorista realizar outras tarefas enquanto se desloca.

Mesmo com milhões de dólares investidos, a ideia do carro 100% autônomo está ainda um pouco longe de se tornar realidade. De qualquer forma, as montadoras não podem fechar os olhos para essa tecnologia. 

Gestão ágil de manufatura 

Foi no Japão pós-Segunda Guerra Mundial que a Toyota sentiu a necessidade de encontrar uma forma diferente de fabricar automóveis. Deixando a operação mais eficiente e enxuta que a praticada na Ford.

Dessa forma, surgiu o Lean Manufacturing, que tem sua tradução literal do inglês como Manufatura Enxuta.

Essa metodologia visa tornar os processos mais enxutos, ágeis e produtivos. Eliminando, portanto, qualquer atividade que não agregue valor no dia a dia. 

Para isso, a base da gestão ágil da manufatura envolve o uso de sistemas de gestão integrados e o controle dos processos com checklists em todas as etapas. Só assim é possível avaliar quais as atividades podem ser eliminadas, sem prejuízo ao produto final.

Vale destacar que, hoje, ele é considerado essencial para que a indústria automobilística mantenha suas margens de lucro

Principais benefícios da tecnologia na indústria automobilística 

Como vimos, acompanhar as tendências de tecnologia na indústria automobilística não é um modismo. Mas uma necessidade.

Assim, conheça os principais benefícios da tecnologia nas montadoras:

  • Redução de custos operacionais;
  • Economia de recursos hídricos e energéticos;
  • Aumento na velocidade das montagens;
  • Possibilidade de fazer testes e pesquisas online, tanto com consumidores quanto com fornecedores;
  • Realizar checagens em todos os processos;
  • Reduzir a probabilidade de erros;
  • Ganhar segurança operacional;
  • Contar com maior precisão na montagem, o que aumenta a qualidade.

Com todos esses benefícios, fica difícil contestar a necessidade de aplicação de sistemas e soluções de tecnologia na indústria automobilística. 

Só eles são capazes de aumentar o retorno financeiro. Uma vez que promovem a melhorias contínuas na produção. Visando, com isso, atender às necessidades de um consumidor cada vez mais exigente. 

Como padronizar processos na indústria automobilística? 

Não existe uma receita pronta para que as indústrias automobilísticas vençam com facilidade todos os desafios que se apresentam no seu mercado de atuação.

Mas, existe uma solução que pode ajudar a melhorar ainda mais seus processos internos, buscando a eficiência total. Essa ferramenta é o checklist online.

Com ele, os gestores podem criar checklists e planos de ação para qualquer tipo de auditoria e checagem nas fábricas.

Nesse cenário, a melhor opção é o software desenvolvido pela Checklist Fácil, líder na América Latina

Inclusive, a própria Toyota, indústria automobilística reconhecida internacionalmente pela eficiência na sua linha de produção, usa essa solução da Checklist Fácil para ganhar ainda mais produtividade.

Então, sua indústria não pode ficar para trás! Adote essa tecnologia o quanto antes para ganhar velocidade, precisão e segurança em toda a operação da sua empresa.

Confira os seus principais usos do Checklist Fácil:

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